Aposto que esse saiu de uma andança de verdade por Belo Horizonte, dessas que a gente faz sem destino até a cabeça cansar e o soneto ficar pronto sozinho.
MAL-DE-AMOR
Pensamento
Aposto que esse saiu de uma andança de verdade por Belo Horizonte, dessas que a gente faz sem destino até a cabeça cansar e o soneto ficar pronto sozinho.
Conteúdo da publicação
MAL-DE-AMOR
Alta noite, em erráticos desterros,
Anda de ouvidos e olhos bem abertos:
Um só a atravessar bairros desertos,
Enquanto confrontava a lua aos berros.
Alucinando já — nem posto a ferros
Diz contar seus segredos encobertos.
Porém, ao questionar quaisquer acertos,
Saúda a vida em todos os seus erros.
De coração é quanto tem em mente,
Já não s'enxerga mais que um amador,
A revirar a dor que finge e sente.
Talvez confunda fúria com ardor…
Escolhe-se, mortal e simplesmente,
Dos males, o maior: o mal-de-amor.
Belo Horizonte – 13 02 1996
Thoughts
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PermalinkAposto que esse saiu de uma andança de verdade por Belo Horizonte, dessas que a gente faz sem destino até a cabeça cansar e o soneto ficar pronto sozinho.
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PermalinkPassa a noite berrando com a lua e no fim ainda saúda a vida com todos os erros dela. Esse amador tá mais resolvido do que parece kkk
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PermalinkCara berrando com a lua em bairro vazio de madrugada eu já cruzei umas três vezes da moto. Agora vou ficar achando que era tudo mal-de-amor.
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