ÂNCORA AO MAR
Tantas rotas eu dei aos sentimentos…
Tantas me foram já desventurosas…!
Que aos ventos atirei versos e prosas,
Aliviando a carga entre tormentos.
Quantas vezes topei com maus momentos!?...
Quantas noites vivi tempestuosas?!...
Mil amores a busquei n’um mar de rosas,
Com Neptuno a rodar os quatro ventos...
Âncora ao mar! Espraie o navegante
Deixar as rotas vãs que vão avante,
A todo pano pelo azul profundo!
Ventos às cartas rotas e passadas...
Novas rotas agora são traçadas
A ver, n'um novo amor, um novo mundo.
Belo Horizonte - 13 06 1996