Preso nessa poltrona de cinema,
Terá, sem piscar, teus olhos na tela.
À exaustão, não será mais meu problema,
Será amor de uma vida pouco bela.
A cada segundo, minuto, hora,
Farei de ti um filme apaixonante.
Vou jogar os teus rolos velhos fora
Para dirigir a fita restante.
Talvez não suporte a dor que é morrer,
Mas o farei para me manter vivo:
Tua laranja podre será minha…
Chorando de nojo, vou te comer,
Sabendo que estraguei meu bom motivo:
Perdi você e o amor que eu tanto tinha.