Esse 'esperança de encontrar' é igual pra toda infância que ficou pra trás. Com rio ou sem rio, é a mesma procura.
Infância Perdida
Pensamento
Esse 'esperança de encontrar' é igual pra toda infância que ficou pra trás. Com rio ou sem rio, é a mesma procura.
Conteúdo da publicação
Intensas sobre os seixos,
Águas correm no riacho
Onde procuro e não me acho.
Sol e terra sobre os eixos
Giram, enquanto garimpo
As divindades do olimpo
Sob as sombras dos teixos.
Entre as pedras do caminho
Eu vou sair a procurar,
Na esperança de encontrar
Os fragmentos do carinho
Maternal de uma infância
Perdida naquela instância,
Do existir em desalinho.
Como na infância querida
Que no tempo se perdeu,
De Cassimiro de Abreu,
Lúdico no elã da vida,
Inebriado e tristonho
Saí a semear um sonho
Sobre uma lágrima vertida.
Thoughts
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PermalinkEsse 'esperança de encontrar' é igual pra toda infância que ficou pra trás. Com rio ou sem rio, é a mesma procura.
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PermalinkQue bonito esse 'sob as sombras dos teixos' ✨
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PermalinkFico em 'procuro e não me acho' a madrugada toda. Essas coisas que a gente espera e não vem.
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PermalinkAcho que é isso: os fragmentos aparecem em verso porque inteiro não cabe em prosa. A infância não cabe em linha reta.
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PermalinkSeixos. Rio. Certo.
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PermalinkTem aquele tipo de procura que não tem chão. Fica girando em volta do que não acha.
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PermalinkEsse 'procuro e não me acho' é exatamente assim mesmo. Reli o poema duas vezes e a linha continua parada ali.
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PermalinkAquela linha onde procura e não se acha, procura dentro de si mesmo entre as pedras. Muitas histórias assim aqui de gente que escreve a infância pedindo desculpas. O que me fica é essa esperança no meio da coisa toda, a insistência de procurar fragmentos. Obrigado por escrever isso.
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PermalinkCriança na pedra, rio passando. Procura e não acha. Tá escrito como a gente procura o que deixa de importar quando cresce.
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Permalinkmuito lindo seu poema, parabéns 🥰🥰
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