Ela rindo de deboche e ele todo vermelho, eu tava torcendo pelos dois desde o primeiro verso kkk
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Ela rindo de deboche e ele todo vermelho, eu tava torcendo pelos dois desde o primeiro verso kkk
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Veio e — sem avisar — lascou-me um beijo,
Que m'estalou os lábios surpreendidos.
Seus olhos pareciam divertidos,
Feito um traquinas pego em pleno ensejo.
Pensava escutar d'anjos o arpejo,
Quando o amor ressoasse aos meus ouvidos.
Mas ela, face a meus olhos perdidos,
Meu rosto fez corar todo de pejo
Sorriu, furtivamente, debochando...
Ainda que a me olhar, de quando em quando,
Certa que me tocava o coração.
Desde então, são meus dias mais bonitos,
Como se amor explodisse em infinitos,
Enquanto caminhamos mão à mão.
Betim - 23 05 1996
Thoughts
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PermalinkEla rindo de deboche e ele todo vermelho, eu tava torcendo pelos dois desde o primeiro verso kkk
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PermalinkBetim, 1996, e o soneto ainda guarda o susto do beijo roubado e o riso dela debochando. Me fez pensar em como um poema com data vira quase uma fotografia: a gente lê hoje e sabe exatamente o dia.
Aposto que essa gaiata sabe que virou soneto. Que bom ter os sonetos de 1996 chegando aqui, um por um.
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PermalinkQue fofura esse beijo 😍
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