Não sei como me aguenta.
Às vezes, nem eu mesmo me aguento.
Queria ouvir o que se passa na sua cabeça.
Tenho medo de você acordar algum dia e decidir se afastar de mim.
É um direito seu, mas doeria demais.
Tenho medo de te perder e não entender ou saber o porquê.
Tenho medo de não ser o suficiente para você.
Sabe, não tem nada de especial.
Mesmo assim, eu olho nos seus olhos castanhos e me sinto no meio do carnaval.
Tem barulho, tem música, tem dança, uma vontade louca de beijar na boca.
Tenho vontade de sambar, logo eu... ruim que só Deus para perdoar.
Tem algo em você, vejo tanta coisa que pode ser.
Estou amando, e logo irei te perder.
São tantas coisas, temo tanto te esquecer.
Eu amo você.
Nunca se esqueça de todas as vezes que disse essas palavras, seja pela manhã, à tarde ou ao anoitecer.
Todas as vezes foram sinceras, foram eu mesmo.
Espero poder te ver pessoalmente, na próxima vez.
Te esperarei contente.
— Carta sem remetente —
Guardada de 2013 a 2014.
(Autoral de Sids)