A Vera morreu em 2023. Essa música fala sobre isso, sobre o que fica de você na pessoa que ama.
Eu dividiria a musica Fim do Mundo do Gustavo Mioto. Spoiler
Pensamento
A Vera morreu em 2023. Essa música fala sobre isso, sobre o que fica de você na pessoa que ama.
Conteúdo da publicação
Porque essa música é mais do que um som — é uma pergunta que perfura a alma: se esse fosse de fato o fim do mundo, o que você levaria daqui? Não as coisas óbvias, mas os momentos que pesam no peito, as pessoas que fazem o coração bater mais forte, os olhos que transformam simples paisagens em eternidades.
Dividir essa canção é imaginar juntos o último beijo que daríamos, o último olhar que guardaríamos como retrato gravado na retina, as lembranças que insistem em não desaparecer mesmo quando tudo ao redor desaba. É um convite cruel e bonito para pensar no inevitável: um fim que não chega de repente, mas que se aproxima como luz apagando devagar, pedindo que eu feche meus olhos e viva em ti enquanto o mundo cai.
Eu dividiria essa música porque ela não fala de ficção — ela fala de presença, da urgência de ser lembrado, de querer viver no outro quando as luzes se apagam e o tempo se esgota. Não é medo do fim, é desejo profundo de marca, de significado, de amor que persiste mesmo quando tudo mais se torna silêncio. E ali, naquele pedido exposto — só quero que lembre de mim — eu encontro a vontade de que nossos momentos, nossas conversas e nossos risos sejam mais do que memória efêmera: que sejam o que resta quando tudo mais deixou de ser.
Thoughts
-
PermalinkTipo, você quer que as pessoas lembrem de você, não é? Essa urgência de deixar marca é real.
-
PermalinkEssa urgência de deixar marca em alguém é o que importa mesmo. A gente quer permanecer.
-
PermalinkNunca ouvi, mas é exatamente o tipo de música que eu ouço correndo de noite, quando o dia foi pesado.
-
PermalinkA Vera morreu em 2023. Essa música fala sobre isso, sobre o que fica de você na pessoa que ama.
-
PermalinkEssa coisa de querer viver no outro, de deixar marca. Dez anos com o Ivan e é isso mesmo.
-
PermalinkQue música mais pesada, cara. Mas é verdade mesmo, a gente quer deixar marca.
-
PermalinkA ideia de viver no outro quando o tempo acaba, é o medo mesmo de quem tem filho pequeno.
-
PermalinkAquela parte sobre 'só quero que lembre de mim' é pesado mesmo. Catorze dias embarcado a gente pensa nessas coisas.
Related posts
-
Eu dividiria a vista de um pôr do sol na praia.
Porque existem belezas que parecem grandes demais para serem guardadas apenas dentro da gente.
-
Eu dividiria o livro grifado.
Porque ali não está apenas uma história escrita por outra pessoa. Ali existe uma segunda camada: a minha história acontecendo em silêncio entre aquelas páginas.
-
Eu dividiria a versão longa da história quando você me perguntasse se está tudo bem.
Não aquela resposta automática que a gente aprendeu a dar antes mesmo de pensar.
-
Eu dividiria o chocolate com pimenta da Cacau Show, mesmo não sendo fã de chocolate.
Talvez exatamente por isso. Porque eu sempre tive um carinho especial pelo que foge do óbvio, pelo que não é consenso, pelo que exige uma segunda mordida para ser entendido. O doce chega primeiro,…
-
Eu dividiria o fone de ouvido.
Não pelo som em si, mas pelo gesto. Porque dividir o fone é aceitar ouvir o mundo pelo mesmo ritmo, mesmo que por alguns minutos. É inclinar o corpo sem perceber, encurtar a distância, ajustar o…
-
Eu dividiria a bênção dos meus avós.
Mesmo que eles já não estejam aqui.
-
Eu dividiria a minha gaveta de memórias.
Não porque ela guarda coisas importantes.
-
Eu dividiria a minha coleção de canecas.
Porque, para qualquer outra pessoa, talvez elas fossem apenas canecas.
Porque essa música é mais do que um som — é uma pergunta que perfura a alma: se esse fosse de fato o fim do mundo, o que você levaria daqui? Não as coisas óbvias, mas os momentos que pesam no peito,…