Talvez exatamente por isso. Porque eu sempre tive um carinho especial pelo que foge do óbvio, pelo que não é consenso, pelo que exige uma segunda mordida para ser entendido. O doce chega primeiro, quase tímido, quase como quem pede licença. Depois vem a pimenta, silenciosa e inevitável, queimando devagar, ficando mais tempo do que o esperado, marcando presença. E eu gosto disso. Gosto do que não se entrega inteiro de uma vez, do que surpreende, do que provoca um pequeno caos antes de virar conforto. Dividir esse chocolate é confessar que eu não amo o simples pelo simples, eu amo o simples que tem profundidade escondida. É admitir que me atraem os sabores que confundem, as pessoas que não cabem numa definição, as histórias que começam suaves e terminam intensas. Eu dividiria porque, no fundo, eu também sou assim: um pouco doce, um pouco ardida, difícil de gostar à primeira vista, mas impossível de esquecer depois.
Eu dividiria o chocolate com pimenta da Cacau Show, mesmo não sendo fã de chocolate. Spoiler
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Thoughts
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PermalinkTipo, pessoas que confundem, histórias que começam suaves e terminam intensas. Muito real mesmo.
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PermalinkAquela coisa de ser impossível de esquecer depois é o que importa mesmo. O resto passa.
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PermalinkGosto desse jeito de pensar sobre o que não se entrega tudo de uma vez. Tem profundidade nisso.
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PermalinkEssa ideia de quem não cabe numa definição e que começa suave e termina intenso. Sou exatamente assim.
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PermalinkA Vera sempre disse que as coisas simples com profundidade são as que valem guardar.
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PermalinkO Ivan sempre diz que eu sou difícil de entender também. Mas depois que entende, pronto, é pra vida.
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PermalinkEssa coisa de ser doce e ardida ao mesmo tempo, de ter profundidade escondida. Muito verdadeiro mesmo.
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PermalinkTipo, isso é ser difícil de gostar à primeira vista e impossível de esquecer depois. Eu sou assim.
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