A parte que Sara sorriu sabendo que Mark foi levado pra conhecer as origens. Isso é tudo que você precisa. 💙
Estou escrevendo uma história de fantasia/sobrenatural
Continuação direta dos capítulos 5 e 6:
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A parte que Sara sorriu sabendo que Mark foi levado pra conhecer as origens. Isso é tudo que você precisa. 💙
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Continuação direta dos capítulos 5 e 6:
Capítulos 1 e 2: https://www.seavien.com/discussion/estou-escrevendo-um-historia-de-fantasiasobrenatural-ZbH8AUXVq1sE?sv_s=slkneaulyjs7
Capítulos 3 e 4: https://www.seavien.com/discussion/estou-escrevendo-uma-historia-de-fantasiasobrenatural-IAErLaNSJkKs?sv_s=kb4e5qvcndj3
Capítulos 5 e 6: https://www.seavien.com/discussion/estou-escrevendo-uma-historia-fantasiasobrenatural-5jPcSDn6DwJc?sv_s=alksfn3jpt81
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Capítulo 07 – O Convite
Alguns dias se passaram e Sara teve alta.
— Mãe, deixa que eu dirijo.
— E desde quando você sabe dirigir mocinho? — perguntou Sara, com um leve sorriso no rosto.
— Ué, o pai me ensinou. — respondeu com um enorme sorriso.
— Falando no seu pai, ele está no trabalho?
— Sim, o turno dele deve estar quase acabando, ele nem tem dormido direito com você no hospital.
— E…
E o que?
Mark ficou arrepiado.
— A comida dele é horrível! — afirmou com a voz trêmula.
Hahahah – Sara e Mark caíram na risada.
— Entendi, que bom que eu estou indo para casa então.
— Não só por isso mãe, a casa fica triste sem você.
— Sara sorriu, era como se, por alguns instantes, todo o peso do passado tivesse desaparecido.
— Mark…
— Sim?
— Obrigada!
Mark não havia entendido.
— Ué, pelo que?
— Por ter me escolhido para ser sua mãe.
Mark ficou surpreso, e com um sorriso no rosto disse:
— Se alguém tem que agradecer, esse alguém sou eu. Tenho os melhores pais do mundo.
— Mãe, faz o seguinte, acabamos de chegar. Sobe, toma um banho, e deixa que hoje eu faço o jantar!
Disse Mark confiante.
— Uau, sério? Perguntou Sara
— E por isso, vou fazer seu prato favorito.
— Você vai fazer macarrão com almôndegas? Os olhos de Sara chegaram a brilhar
— SIM! Disse Mark com um enorme sorriso no rosto.
Algumas horas se passaram.
— Hmm, que cheiro bom, Mark você est-
— Querida… que bom, você voltou. Disse Peter emocionado
Peter então correu, abraçou Sara e deu-lhe um beijo.
— EI! Se comportem, eu estou aqui…hahaha.
— Eu voltei querido, e nunca mais vou sair de perto de vocês.
Horas se passaram até o jantar ficar pronto.
— Isso está delicioso! — disse Peter.
— Não é? Parabéns filho. — completou Sara
Mark abriu um enorme sorriso.
— Que bom que gostaram.
— Como foi no trabalho, querido?
— Hoje foi dureza, o George sofreu um acidente e não pode ir hoje. — respondeu Peter.
— O que? O senhor George sofreu um acidente? — perguntou Sara, surpresa.
— Conhece o George?
— Sim, ele que veio aqui falar que você estava no hospital.
— Ah… ele é um cara legal. Infelizmente ele sofre com o vício em bebidas.
— Meu Deus… ele não parece ser do tipo que desconta na bebida.
— Pois é.
— Então, quem quer sobremesa? — perguntou Sara
Eu! Eu! – Disse Mark.
— E adivinha só? Eu fiz um bolo de cenoura com cobertura de chocolateeeeeeeeeeee! – Disse Mark entusiasmado.
— Esse meu filho é demais.
O jantar estava calmo, o mundo parecia ter voltado a rotação normal.
Mark estava feliz, e de certa forma, agradecido.
Sua mãe havia retornado, seu pai estava novamente junto deles.
Para Mark, aquele momento era perfeito.
— Ahhhhh! Vocês são muito gente boa mas eu vou dormir. — disse Mark.
— Beijos, amo vocês.
— Boa noite filho, nós te amamos.
— Peter, eu…
Antes que Sara continuasse, Peter a interrompe.
— Não fala.
Sara ficou em silêncio.
— Não precisa dizer nada. Eu sei que você teve seus motivos.
Peter segurou a mão de Sara.
— Só saiba que eu te amo.
Sara sentiu os olhos se encherem de lágrimas.
— Mesmo sem saber de tudo? — perguntou Sara.
Peter sorriu.
— Eu não preciso saber de tudo para saber quem você é.
Os dois se abraçam.
Na manhã seguinte.
— Grrr… grrrr… grrr..
PLIIIIIM!
— Hã… que horas são?
— São 08:30 da manhã.
—Obrigado… ué quem disse isso?
— Aaaaaaaaaaaa, o que você está fazendo aqui o esquisito?
— Calma Mark, eu só vim conversar.
— Como você entrou na minha casa?
— Mark, eu posso ir para qualquer lugar sem precisar abrir nenhuma porta, apenas abro o portal para onde eu quero ir.
— Que maneiro! — respondeu Mark.
— Que bom que gostou, por que isso é uma coisa que você um dia poderá fazer.
— Vem cá Leônidas, o que você realmente quer?
— O que você quer aqui meu irmão?
— Sara, como você está?
Sara, com um sorriso no rosto disse.
— Eu estou bem, obrigada.
— Gente, as coisas estão meio estranhas, mãe, ele disse que entrou aqui “abrindo um portal.”
— A gente fazia isso o tempo todo filho.
— Ah, eu me esqueci, vocês são irmãos.
— Sara…
— Eu sei. Eu não vou mais esconder nada dele, se ele quiser ir, nós podemos ir.
— “Podemos?” Perguntou Leônidas.
— Sim.
— Mark!
— Fala esquisitão.
— Grrgh.
Uma veia saltou na testa de Leônidas.
Que então suspirou.
— Eu estou aqui para te fazer um convite.
— Um convite?…
— Você gostaria de conhecer as suas origens? — perguntou Leônidas.
Mark ficou em silêncio por alguns segundos.
— Então olhou para Sara, depois para Leônidas.
E com um olhar confiante, e um sorriso no rosto disse:
— Vamo nessa!
Capítulo 08 – Um Lugar Distante
— Mark, se prepare para a maior aventura de sua vida — disse Leônidas, com um sorriso no rosto.
— Uooou! Mãe, de onde você veio é realmente tão impressionante assim? — perguntou Mark, maravilhado.
Por um momento, Sara sorriu e fechou os olhos.
Então, respondeu:
— Sim… é lindo.
Leônidas olhou para Sara e, em tom de brincadeira, perguntou:
— Sara, depois de todo esse tempo que você esteve longe… você acha que ainda é o mesmo lugar que deixou?
Sara permaneceu em silêncio por um instante.
Leônidas então continuou:
— Minha irmã, as coisas não se parecem nem um pouco com o que você conhecia. Estamos sempre em constante evolução.
Ele olhou para Mark.
— Para você e para ele, tudo será novo. Mas isso não é ruim.
— É uma experiência que vocês poderão compartilhar juntos… como mãe e filho, como… família.
Sara olhou para Leônidas e, quase instantaneamente, respondeu:
— E você faz parte dessa família, meu irmão.
Leônidas sorriu.
Caminhou até a janela e voltou os olhos para o horizonte.
Por alguns segundos, permaneceu em silêncio.
Então, com um sorriso discreto no rosto, murmurou:
— Finalmente ela está voltando… mãe.
— Você vai se despedir? — perguntou Leônidas.
— Peter não está em casa… vou deixar uma mensagem. — respondeu Sara
— Certo.
— VOOOOOOOM!
— Uuuuuuuuu! O que é isso? — Mark perguntou, surpreso.
— Isso é o Véu — disse Leônidas.
— O Véu? — Mark repetiu, confuso.
Ele olhou maravilhado para aquela passagem.
— Mãe, vocês vieram do Véu? É lindo…
Sara sorriu.
— Não. O Véu é apenas a passagem para o nosso mundo.
— Tio… quer dizer, Leônidas… — Mark ainda tentava assimilar tudo.
— Esse “Véu” não é perigoso para mim?
— Por que seria perigoso para você? Se tem uma pessoa que não corre perigo aqui, é você.
— Hmm? Eu acho que não entendi…
Leônidas suspirou.
— Ah, para de graça, moleque. Tira a bunda dessa cama e vamos logo.
— Aiii!
Mark ficou congelado com a reação de Leônidas.
— Tá bom, e-s-q-u-i-s-i-t-o.
Uma veia saltou na testa de Leônidas.
— Garoto… eu te arrebento, hein? — disse Leônidas, com a sobrancelha tremendo.
— Hahaha! Vocês dois… brigam, mas não fazem ideia do quanto são parecidos.
Sara observou a cena diante de si.
Depois de tantos anos, vendo novamente aquele ambiente se formando entre seu amado filho e seu querido irmão, ela finalmente começou a acreditar que talvez ainda existissem coisas boas esperando por ela em seu mundo.
— Vamos! — disse Leônidas.
— Certo.
Sara passou pelo Véu, aguardando Mark do outro lado.
Mark, porém, permaneceu parado por alguns segundos, encarando Leônidas de um jeito estranho.
Leônidas percebeu.
— Hahaha… agora ele não escapa.
Mark abriu um sorriso.
— Ai, titio… vai na frente.
— O quê?
— BOOOOM!
Mark deu um chute na bunda de Leônidas, tentando empurrá-lo para dentro do Véu.
— AIII! Meu pé!
Leônidas sequer se moveu.
Mark olhou para o próprio pé, depois para Leônidas.
— Por acaso você é uma parede?!
Mark estava furioso. Sua pegadinha havia falhado miseravelmente.
Leônidas ficou em silêncio por alguns segundos.
Então, pensou:
Esse garoto… ele é igual a mim quando tinha a mesma idade.
Um sorriso surgiu em seu rosto.
Isso é um grande problema… haha.
— Entra logo.
Mark passou mancando na frente de Leônidas.
— Isso não está certo… como pode a bunda dele ser tão dura a ponto de machucar o meu pé?
Mark continuava indignado com a situação.
Ele entrou no Véu, ainda mancando.
— Hihihi!
Mark olhou para trás.
— Mãe, do que você está rindo?
Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
— Ai!
Sara tentou recuperar a compostura.
— Nada, filho… não é nada.
Ela segurava a risada.
Leônidas cruzou os braços e sorriu.
— Se a Liz visse vocês dois, acho que ela não aguentaria… haha.
— Eu estou curioso sobre uma coisa, Leônidas.
— O que foi, Mark?
— Quanto tempo levaremos para chegar? Porque, pelo que estou vendo, não tem uma porta para podermos abrir e chegar onde queremos.
— A viagem é praticamente instantânea.
— Uau! Incrível.
— E como se chama esse mundo onde vocês vivem? Pelo tempo que estamos levando para chegar, eu acredito que seja: “Tão, tão distante”. Hahaha.
— É o quê, garoto?
— Ignora ele. É uma frase de um filme. — completou Sara.
— Esse garoto é esquisito.
— Isso é culpa do pai dele…
Disse Sara, desapontada.
— Mãe!
— O quê? Você é igual ao seu pai com essas referências.
— É que a gente nunca che-
— Aqui estamos, Mark. Chegamos.
Mark olhou ao seu redor. Diante de seus olhos estavam as maravilhas daquele mundo.
Tantas criaturas vivas, existindo no mesmo universo que ele, mas em planos diferentes.
— Como pode existir um lugar assim? E não enxergamos?
— Incrível… Esse lugar é demais. Olha lá!
Tudo era tão bonito.
Um céu tão azul, que parecia as águas cristalinas do mar.
O vento soprava forte.
Tudo parecia estranhamente familiar… mas ao mesmo tempo… novo.
Até que Mark reconhece um local.
— Hã?
— É a torre dos meus sonhos.
Mark então apontou para a enorme torre ao longe.
— O que é lá?
Sara permaneceu em silêncio.
Leônidas então respondeu:
— Lá é onde nos reunimos. É a nossa casa.
— Uau… Incrível.
— Ela é enorme. Dá para vê-la de tão longe.
— Isso é uma tradição do nosso povo, Mark.
— Uma tradição?
— Sim. Não importa o tamanho da dificuldade que enfrentemos, sempre poderemos voltar ao nosso lar.
Sara, que sabia o verdadeiro significado daquela torre, permaneceu em silêncio diante da explicação do irmão.
De certa forma, ele estava certo.
Ela havia voltado para casa.
— Temos que ir. Está ficando tarde.
Leônidas havia sentido algo estranho ao retornar para casa.
— Leônidas?
— Sim, Sara?
— O que pretende mostrar ao Mark?
— Como assim?
Leônidas não havia entendido o questionamento de Sara.
— Pelo que me recordo, você acredita que ele seja “ele”.
Leônidas permaneceu em silêncio.
— Depois de tudo que aconteceu com você… O papai…
Leônidas interrompeu Sara quase que instantaneamente.
— Não! Não fale sobre isso. Depois de tantos anos, eu quero deixar o passado no passado.
— Certo…
Concordou Sara, cabisbaixa.
— Não se preocupe, Sara. O que aconteceu comigo não vai acontecer com o Mark.
— Até porque ele tem a mim. Eu não tive ninguém para me ajudar.
Uma sensação de alívio tomou conta de Sara.
— E, é claro, eu não vou levá-lo aos Anciões sendo esse garoto brincalhão que ele é. Só de estar na presença deles, ele não suportaria.
Sara arregalou os olhos.
— Você pretende treiná-lo?
Leônidas então respondeu com um sorriso no rosto:
— Eu não.
Ele fez uma breve pausa.
— NÓS VAMOS!
Capítulo 08 – Reunião em Família
— Chegamos. Finalmente estamos em casa.
— É incrível!
Mark estava maravilhado.
A torre era ainda mais magnífica de perto. Suas paredes pareciam contar histórias de um passado distante.
— É estranho…
— O que foi, Mark? — perguntou Sara.
— Parece que eu conheço esse lugar… Como se eu tivesse vivido aqui em outra vida.
— Hmm. Isso deve ser coisa da sua cabeça, Mark. Quem é o e-s-q-u-i-s-i-t-o agora?
Leônidas brincou com a situação, mas, ao ouvir o que Mark acabara de dizer, seu interesse despertou ainda mais. Aquela sensação poderia ter alguma relação com suas próprias suspeitas.
— Tá, eu mereci essa. Hahaha!
— Mandou bem, tiozão.
— Grhg!
Leônidas franziu a testa com tanta força que uma veia saltou em sua testa.
— Dá para vocês dois pararem? Parecem duas crianças — disse Sara, em tom de ameaça.
— Aí!
Mark e Leônidas ficaram em choque.
— NHHHHEEE!
As enormes portas da torre se abriram.
Uma voz ecoou de dentro da torre:
— Seja bem-vindo de volta, Leônidas… Sara.
— Que bom ver você por aq—
A pessoa a quem aquela voz pertencia, ao ver Mark, sentiu um incômodo no estômago.
— Esse é o garoto, Leônidas?
— Sim. Esse é o Mark. Mark, esse é Tharok, um dos nossos guerreiros mais fortes.
— Guerreiro? É um prazer conhecê-lo, senhor.
— É… é bom conhecer você. Eu preciso ir. Com licença.
Tharok seguiu seu caminho, mas sua mente estava repleta de perguntas.
Por que ele está aqui? E Sara? O que está acontecendo?
Mark observou Tharok se afastar.
— Mas que cara mais estranho. Por acaso, viver nesse mundo… ser esquisito é um pré-requisito?
Mark então se aproximou de Sara e murmurou algo em seu ouvido:
— Agora, mais do que nunca, eu entendo por que você foi embora, mãe. Haha.
Sara não conseguiu esconder o riso.
— O que foi? — perguntou Leônidas, em tom sério.
— Não é nada… vamos. — respondeu Sara
— Já está quase na hora do jantar. Por que vocês não se instalam? — perguntou Leônidas.
— É uma boa ideia. Vamos, Mark.
— Sim.
Mark e Sara seguiram em direção aos dormitórios, enquanto Leônidas foi ao encontro dos anciões.
— Com licença.
—Mil perdões por chegar assim, sem avisar.
— Não se preocupe, Leônidas. Você será sempre bem-vindo. Não precisa marcar hora.
— Fico honrado por tamanha consideração, senhor.
— Não precisa ficar com toda essa formalidade. Somos amigos. Trate-me como tal.
— Sim, é claro. Venho informar que Mark se encontra entre nós.
— Oh, sério?
— Sim!
— E como conseguiu convencer Sara?
Leônidas parou por um momento, respirou fundo e anunciou:
— Sara está aqui também!
Os anciões ficaram maravilhados. Sara havia retornado para casa.
— Não fiquem tão animados. A estadia dela é temporária.
— Entendo.
— Quando pretende trazê-lo aqui, Leônidas?
Leônidas hesitou por um momento.
— Eu ainda preciso averiguar algumas questões com ele, mas, se os senhores quiserem conhecê-lo, sem nenhuma avaliação, podemos nos encontrar no jantar.
— Então assim será. Faremos um banquete.
— Excelente. Irei avisá-los.
Leônidas partiu ao encontro de Sara e Mark.
— Toc, toc! Sara!
A voz de Leônidas ecoou pela porta.
— Sim!?
— Posso entrar?
— Claro!
Nheeeen!
A porta se abriu.
— O que foi?
Perguntou Sara.
Leônidas parou diante da irmã. Então, tomou coragem para falar.
— Os anciões querem conhecer o Mark.
— O quê? Por quê? Assim tão rápido?
— Se acalme, Sara.
— Eu estou com calma.
Disse Sara, com uma veia saltando em sua testa.
— Se essa é a definição de calma dela, nem quero ver quando estiver irritada.
Pensou Leônidas, desapontado.
— Eles querem fazer um banquete. Só irão conhecê-lo. Certifiquei-me de que não teria nada além de um jantar.
— Nem algum tipo de avaliação?
Questionou Sara.
— Não. Eu deixei bem claro a eles que, se quisessem conhecer o Mark, seria apenas durante o jantar. Nada além disso.
— Ótimo. Sendo assim, tudo certo. Iremos ao jantar.
— Obrigado.
Disse Leônidas, agradecido.
Algumas horas depois.
— Cara, esse lugar é enorme. Parece até que não tem fim. É quase como se estivesse se adaptando. É incrível.
— Ai!
Mark esbarrou em alguém. Era um jovem que parecia não possuir energia alguma, mas que, de certa forma, transmitia uma sensação de imenso poder.
— Você está bem?
Perguntou o misterioso jovem enquanto ajudava Mark a se levantar.
— É… eu estou bem. Desculpa. Eu sou o Mark. E você?
— Strauss!
— Que nome diferente. Mas é um prazer conhecê-lo. Eu tenho que ir.
— É… foi um prazer.
O jovem permaneceu parado por alguns instantes, observando Mark se afastar. Havia algo naquele garoto que o deixava inquieto.
— Esse garoto… Ele não sabe quanta energia está emanando. É incrível. Nem mesmo eu tinha tanta energia nessa idade.
O jovem seguiu seu caminho até seu dormitório, mas Mark permanecia em sua mente.
— Quem será ele? Eu nunca o vi por aqui… Interessante.
Ele pensou por alguns instantes.
— Eu poderia marcar um treino com ele para testar suas habilidades.
Um sorriso surgiu em seu rosto.
— Será isso que farei. Agora preciso me arrumar para o jantar.
— Onde está o Mark?
— Eu não sei, Leônidas. Ele tinha dito que daria uma volta, mas isso já tem um tempo.
Mark finalmente retornou.
— Mãe! Tio! Agrh… isso ainda me incomoda, haha. Eu nunca tive um, e ele não parece uma pessoa normal. Mas fazer o quê? Família a gente não escolhe. Hihi.
Apenas um pensamento ecoava na cabeça de Mark.
Eu adoro esse cara. Ele é tão imponente. Mas ele não pode saber que eu gosto dele.
— Está na hora. Eu preciso te contar, Mark, que algumas pessoas querem conhecer você.
— Pessoas? Querem me conhecer? Quem são?
Leônidas suspirou.
— São os anciões.
— Anciões? Parecem importantes.
— E são. Os anciões, junto com o rei, protegem nossa vila. Eles são a nossa última linha de defesa — disse Sara.
— Rei? Eu não sabia que existia um rei por aqui — disse Mark, confuso.
— E não existe. Não mais. O antigo rei morreu há algum tempo.
Disse Leônidas.
— E esse papo de “última linha de defesa”? Já aconteceu de chegarem até eles?
Sara e Leônidas riram.
— O que foi? O que é tão engraçado que vocês estão rindo? — perguntou Mark, pestanejando.
— Nunca foi necessário que a nossa última linha de defesa entrasse em ação — respondeu Leônidas.
— Uau, sério? — disse Mark, empolgado.
— E quem fazia parte da primeira linha de defesa? Eles devem ser bem fortes.
Leônidas sorriu.
— Você está olhando para dois deles.
— SÉRIO!?
Mark ficou incrivelmente vidrado.
— Vocês são tão fortes assim? Contra o que já lutaram?
Mark tinha tantas perguntas.
— Agora não é hora, Mark. Temos um jantar para ir.
— Eu concordo com a sua mãe.
— Ai!
Mark ficou extremamente desapontado.
Thoughts
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PermalinkAquele momento onde Peter não deixa Sara falar, só segura a mão dela e diz que sabe quem ela é mesmo sem saber de tudo é tipo um relacionamento inteiro resumido em uma frase. É confiança pra não precisar de explicações, é saber que tem pessoa sabendo quem você é de verdade. Pronto, isso aguenta tudo mesmo.
-
PermalinkAdorei como Mark tá tão genuinamente feliz de pedir pro pai que ele ama. Tipo, ele tá sabendo que agora pode ir descobrir tudo. Que energia. ✨
-
PermalinkEsse tipo de segredo pra proteger alguém é pesado. Sara esperando o momento certo, deixando Mark entender aos poucos, vendo se ele ficou corajoso o bastante. Tem um jeito de fazer isso que não é fácil mas faz sentido quando chega a hora, quando você vê que a pessoa tá pronta pra saber quem é de verdade.
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PermalinkQue volta pra casa essa. Capítulo 7 foi tudo sobre reunião. Capítulo 8 promete tudo diferente. Vamo ver onde esse portal leva! 🌀
-
PermalinkEssa história vai ter continuação? Fiquei curiosa pra saber onde leva essa aventura.
-
PermalinkMark descobrindo que é mais que o que conhecia de si mesmo, que tem poder pra tudo isso. Eu entendo essa sensação de acordar pro mundo.
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PermalinkA parte que Sara sorriu sabendo que Mark foi levado pra conhecer as origens. Isso é tudo que você precisa. 💙
-
PermalinkLeônidas abrindo portal na casa deles de bom dia, tipo nada. Gosto quando o sobrenatural é tão casual que a gente só quer saber de café mesmo. ☕
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