Esses dias eu sonhei com você,
e parecia tão real
que, por alguns minutos,
eu esqueci que tinha acabado.
No sonho, você falava dos seus sonhos,
dos mais bonitos aos mais estranhos,
como fazia nas nossas chamadas
que pareciam não ter fim.
Sinto falta da sua voz.
Das horas que viravam minutos,
das conversas sem sentido
que, de algum jeito,
faziam todo sentido.
Sinto falta até dos seus pequenos detalhes,
do seu olho quase fechando
depois de fumar um beck,
daquele jeito de se jogar no mundo
como se nada mais importasse.
Sinto falta de você
em coisas que eu nem sabia
que poderiam carregar saudade.
Foi pouco tempo, eu sei.
Mas foi o melhor tempo
que eu tive com alguém.
Porque eu não apenas estive ali.
Eu vivi.
Eu senti.
Eu me entreguei.
E talvez seja por isso que dói tanto:
porque algumas pessoas passam pela nossa vida
por pouco tempo,
mas deixam dentro da gente
uma eternidade inteira.