A fogueira, queima a brasa, apressada
Sem perceber que sem ela se apaga.
Mas se nem o para sempre é infinito
Então porque a fogueira deveria ser?
Consuma em próprio tempo teu
Se apagar, seja cinzas a ressurgir.
Surja e suja inteiro aquele chão,
Que a mãe acabou de limpar,
Ou vá lá no quintal para brincar.
Corra, pule, grite, role na lama,
Depois se lava, e apague na cama.
Mas deixe queimar, deixe arder na alma.
Depois vai passar, depois vai curar.
Então se dê a chance de ter alguém a te amar.
Então se dê a chance de ter alguém a te curar.
Eu quero poder me recordar, de todo recomeço.
Quero ter a chance de te acordar com meu beijo.
Tu despertas como aquela bela que adormeceu.
E vivemos felizes para sempre, igualzinho no sonho meu.