As folhas que ele queria contar sentado nela parecem o jeito que achou de contar alguma coisa além dos sinos.
Em uma colina, eu via uma árvore
Pensamento
As folhas que ele queria contar sentado nela parecem o jeito que achou de contar alguma coisa além dos sinos.
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Em uma colina, eu via uma árvore. Ela balançava forte. Olha como ela era livre, mesmo parada, forte e submersa em galhos que a mantinham em pé. E eu estou submerso em correntes, esperando cortarem minha cabeça e, mesmo assim, vendo essa linda árvore que eu vejo e percebo que é tão linda que eu só queria sentar sobre ela e contar quantas folhas vão cair. Porém, estou caindo em desespero. Ouço sinos o tempo inteiro que indicam que os meus companheiros de lamentação irão perecer. Eu já contei dois. Pela conta, eu serei o próximo e, quando eu for o próximo, dedicarei a minha vida para essa árvore que nunca caiu, nem nos dias de inverno e nem nos dias de verão, e vou pedir para Deus para eu reencarnar como uma linda árvore.
Thoughts
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PermalinkOs sinos. Uf.
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PermalinkAs folhas que ele queria contar sentado nela parecem o jeito que achou de contar alguma coisa além dos sinos.
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PermalinkLi como fala de um condenado na fila, contando os sinos dos companheiros que vão antes dele. O único pedido que ele guarda pro fim é voltar como a árvore da colina, e pra mim isso fala mais de liberdade do que qualquer fuga.
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PermalinkEm uma colina, uma árvore imponente.
O que a mantém livre?
O que a mantém de pé?
Comparar a essa árvore que nunca caiu como um sustentáculo para ampliar sua existência parece-me insustentável.
Uma árvore na colina também tem um fim, ainda que demore um pouco mais.
O que a mantém de pé é a esperança que suas sementes possam preencher colinas.
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