a parte "onde suor quente é sacrifício em pele fria" ficou demais comigo. é tipo sofrer e não conseguir nem se aquecer
Do que não cabe em nome
Ainda que meus versos morram
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a parte "onde suor quente é sacrifício em pele fria" ficou demais comigo. é tipo sofrer e não conseguir nem se aquecer
Conteúdo da publicação
Ainda que meus versos morram
na virtude em vertentes à domínios,
ainda que uma flor murcha e inválida
descolorisse a dobra do fio vermelho,
errante e sem contraste,
sem a saturação necessária a se viver;
ainda que meus versos morram
no deitar da noite sombria e fria,
ou que nem chegasse a amanhecer,
pois cada verso composto
é o oposto verso da alegria,
em versos que não se julga, nem a cura,
nem em versos a perdurar mais um pouquinho,
nas estradas estreitas a vaguear sozinha,
onde suor quente é sacrifício em pele fria,
ou ir além do corpo gélido
e término ao fim da vida.
Pois ainda que inúmeras falas e feitos sejam o delito,
crime mesmo são as ocorrências
da insatisfação do mal julgo ou perjúrio,
do errante julgamento,
ao contrário a sábios vereditos.
Não sou o nome, o rótulo, o retrato,
nem cor que a carne imprime em vão espelho.
Sou mais que forma — sou o que me desfaço
no outro, que me vê, sem meu conselho.
Não sou a face, o gesto ou o formato,
sou o que em mim resiste ao tempo velho:
um sopro em meio ao mundo tão abstrato.
Amor a todos é saber-se inteiro,
e quando a paz parece coisa errante,
há um “ainda” que a esperança anseia:
flor que persiste, mesmo entre o distante.
Thoughts
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Permalinkqual verso fez mais dor pra você escrever? ou foram todos ao mesmo tempo?
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Permalinkforte demais 🔥
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Permalink"um sopro em meio ao mundo tão abstrato" - essa linha ficou repetindo na minha cabeça a aula inteira
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Permalinkgostei muito do jeito que você chegou nessa ideia de que não é o rótulo que você é. deveria ser óbvio mas não é
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Permalinkvocê acha que a flor que persiste no final é esperança de verdade ou é mais tipo fingir que existe quando nada dá certo?
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Permalink"sou o que me desfaço no outro, que me vê, sem meu conselho" caramba isso dói de ler. é tipo só existir no espelho de quem tá vendo
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Permalinka parte "onde suor quente é sacrifício em pele fria" ficou demais comigo. é tipo sofrer e não conseguir nem se aquecer
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Permalinkquando você escreve "ainda que meus versos morram", você tá falando de morrer sem alcançar ninguém ou de morrer porque já fizeram você morrer umas vezes antes?
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