Carregando…

Avenida

MSade
Pública 0 conversa 1 pensamento 18 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Às vezes quando o medo lhe tocava a espinha, rezava. Sempre com as mesmas palavras: “Deus, por favor me perdoe por pensar em morrer. Tenho órgãos saudáveis e nenhuma doença me aflige, mas me sinto…

In groups

Conteúdo da publicação

 Às vezes quando o medo lhe tocava a espinha, rezava. Sempre com as mesmas palavras:

“Deus, por favor me perdoe por pensar em morrer. Tenho órgãos saudáveis e nenhuma doença me aflige, mas me sinto tão cansado. Sei que o senhor pode me livrar de todo mal, mas como me livro do mal que causo a mim mesmo?”

E assim dormia, com a culpa mal descendo pela garganta.
No dia seguinte, logo pela manhã se imaginava sendo atropelado por um caminhão na avenida perto de casa

E tudo se repetia.
Todos os dias.
Todas as noites.

Thoughts

  • leituraDaNoite

    Li a Janela primeiro e vim ler essa também. O que ficou comigo foi a oração ser sempre a mesma, palavra por palavra, e terminar numa pergunta que ninguém responde. E a culpa mal descendo pela garganta, essa parte eu li duas vezes. Deixei uma pergunta lá na outra, mas não precisa me responder, nem lá nem aqui.

    Permalink

Related posts