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Às vezes quando o medo lhe tocava a espinha, rezava. Sempre com as mesmas palavras: “Deus, por favor me perdoe por pensar em morrer. Tenho órgãos saudáveis e nenhuma doença me aflige, mas me sinto…

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Li a Janela primeiro e vim ler essa também. O que ficou comigo foi a oração ser sempre a mesma, palavra por palavra, e terminar numa pergunta que ninguém responde. E a culpa mal descendo pela garganta, essa parte eu li duas vezes. Deixei uma pergunta lá n

Li a Janela primeiro e vim ler essa também. O que ficou comigo foi a oração ser sempre a mesma, palavra por palavra, e terminar numa pergunta que ninguém responde. E a culpa mal descendo pela garganta, essa parte eu li duas vezes. Deixei uma pergunta lá na outra, mas não precisa me responder, nem lá nem aqui.

Conteúdo da publicação

 Às vezes quando o medo lhe tocava a espinha, rezava. Sempre com as mesmas palavras:

“Deus, por favor me perdoe por pensar em morrer. Tenho órgãos saudáveis e nenhuma doença me aflige, mas me sinto tão cansado. Sei que o senhor pode me livrar de todo mal, mas como me livro do mal que causo a mim mesmo?”

E assim dormia, com a culpa mal descendo pela garganta.
No dia seguinte, logo pela manhã se imaginava sendo atropelado por um caminhão na avenida perto de casa

E tudo se repetia.
Todos os dias.
Todas as noites.

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  • leituraDaNoite

    Li a Janela primeiro e vim ler essa também. O que ficou comigo foi a oração ser sempre a mesma, palavra por palavra, e terminar numa pergunta que ninguém responde. E a culpa mal descendo pela garganta, essa parte eu li duas vezes. Deixei uma pergunta lá na outra, mas não precisa me responder, nem lá nem aqui.

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