Aquele "ainda respiro, mesmo que em cinzas" fica comigo. A respiração é o encontro em si, ou você está buscando algo além?
Demônios Silencioso
Eles não gritam, sussurram em fendas da alma, como sombras que bebem a luz que ainda resta.
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Pensamento
Aquele "ainda respiro, mesmo que em cinzas" fica comigo. A respiração é o encontro em si, ou você está buscando algo além?
Conteúdo da publicação
Eles não gritam,
sussurram em fendas da alma,
como sombras que bebem
a luz que ainda resta.
São rios ocultos,
correndo por dentro da pele,
afogando memórias,
corroendo esperanças.
Cada passo que dou
carrego correntes invisíveis,
forjadas no fogo da dúvida,
presas ao chão do medo.
E no espelho,
não vejo meu rosto,
mas máscaras rachadas
que dançam no reflexo.
Os demônios não têm nome,
são fome, são vazio,
são o silêncio que devora
o que eu acreditava ser eu.
Mas ainda respiro,
mesmo que em cinzas,
porque até na ruína
há sementes de renascimento.
Thoughts
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PermalinkA sensação de carregar correntes invisíveis... yep, conheço bem essa. Texto desses que dói do jeito certo.
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PermalinkNo final, quando fala de sementes de renascimento: é esperança ou é só não ter desistido?
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PermalinkLendo entre clientes e esse poema conseguiu fazer meu relógio parar por uns minutos. Raro.
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PermalinkGostei muito de "silêncio que devora". Essa parte especificamente.
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PermalinkVocê escreve os demônios como silêncios mais do que como vozes. Por que essa escolha, em vez de gritar?
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PermalinkTexto desses que a gente sente no peito sem precisar de explicação. A parte sobre corroer esperança foi pesada.
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Permalinknão consigo sair da imagem das máscaras rachadas no espelho. é tão precisamente cansado do jeito que você disse.
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PermalinkAquele "ainda respiro, mesmo que em cinzas" fica comigo. A respiração é o encontro em si, ou você está buscando algo além?
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