Meu coração grita poesia ao olhar em seus olhos.
Juro, eles brilham mais que galáxias.
Se eu fosse me apaixonar,
me apaixonaria pelos teus olhos.
Por quê?
Porque simplesmente resolveram brilhar
diante dos meus.
Meus olhos não são nada
comparados aos teus olhos radiantes.
Se eu pudesse guardar uma imagem
em minha memória para sempre,
guardaria a primeira vez
que meus olhos encontraram os seus.
Algo casual.
Estávamos você, eu e seus olhos.
Sinto que os conheço há muito tempo.
Mas somos estranhos.
Como isso é possível?
É como se seus olhos
já tivessem encontrado os meus
em algum lugar que não consigo lembrar.
Talvez em outra vida,
em outro tempo,
em algum mundo
onde nós dois já fôssemos nós.
E talvez seja por isso que,
quando olho para você,
meu coração parece se lembrar
daquilo que minha memória esqueceu.
Seus olhos conheceram os meus
antes mesmo de eu conhecer os seus.
Talvez desde a época das pedras.
E, se assim fosse,
eu com certeza diria a primeira palavra
quando encontrasse seus olhos outra vez.
Maldito...
Maldito dia em que olhei
para os seus olhos hipnotizantes.
Sinceramente, feche seus olhos.
Não os abra,
pois serei refém outra vez.
E sinta o gosto do sorvete de morango.
Você não gosta de sorvete,
mas gosta de morangos.
O que a gente tava falando mesmo?
Eu me perdi tanto em seus olhos
que acabei me perdendo
nesse déjà-vu.