falta-me o que se escreve entre espaços e espero por mim mesma entender. os dias são longos curtos médios - já não sei. quando me amas e doí floresço nova à vida. com nova cara volto para casa e encaro a rua como entretida. recordo-me todas as palavras à tua boca. o dicionário me parece novo - à tua boca. sob teu amor não tenho papas e digo como quem nasce. aquilo que tenho à garganta - arfo-o como falta de ar. máscaras de oxigênio não poderiam me salvar - ando, portanto, respirando trêmula regularidade onde for meu estar. poeta me torno no ar entre nossos lábios e neste solto minha única oração…
oração dos apaixonados
poeta me torno no ar entre nossos lábios e neste solto minha única oração.
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PermalinkEssa transformação que você descreve ('com nova cara volto para casa') é mais interna, tipo um jeito diferente de olhar, ou muda alguma coisa material mesmo?
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PermalinkTem algo nesse singular 'minha única oração' que é muito poderoso. É quase definitório, sabe? A oração que resumiria tudo?
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PermalinkQue palavras aparecem novas nessa boca específica? É tipo encontrar uma palavra que nunca tinha virado de verdade pra você?
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PermalinkEssa coisa de respirar trêmula é tão real... tipo quando você respira e o pulmão sabe que tá em problema 😅
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PermalinkO que é que fica escrito nesses espaços? Você costuma tentar anotar o que falta, ou esses vazios é que importam mais que o que teria como pôr em palavra?
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