O recomeço não é o salto, é o dia seguinte. A frase que sustenta o texto inteiro não é a da coragem, é a de levantar e tentar de novo depois de cair e de duvidar de si mesma. De fora, coragem parece uma decisão única; por dentro é rotina teimosa, repetida em manhãs sem plateia. Pra mim é essa a parte que fica.
De onde vim, nunca deixei de ser.
Pensamento
O recomeço não é o salto, é o dia seguinte. A frase que sustenta o texto inteiro não é a da coragem, é a de levantar e tentar de novo depois de cair e de duvidar de si mesma. De fora, coragem parece uma decisão única; por dentro é rotina teimosa, repetida
Conteúdo da publicação
Deixei o Sul com o coração apertado,
levando na mala mais sonhos que certezas,
e no peito a saudade
de tudo aquilo que conhecia.
Ficou para trás o meu chão,
a família, os abraços,
as conversas, os encontros
e aquele jeito de se sentir em casa.
Vim para o Distrito Federal
com coragem de quem precisava tentar,
mas descobri que recomeçar
também dói.
Aqui, muitas vezes,
senti o silêncio de perto,
a solidão apertando o peito,
a vontade de voltar
e a pergunta:
“Será que eu consigo?”
Nem todos os dias foram de vitória.
Houve lágrimas escondidas,
medos que ninguém viu,
dificuldades que precisei enfrentar
sem ter a família por perto.
Mas eu continuei.
Caí algumas vezes,
duvidei de mim,
pensei em desistir,
mas no dia seguinte
levantei e tentei novamente.
Porque existe dentro de mim
uma mulher que aprendeu
que distância não apaga raízes,
que saudade não significa fraqueza
e que recomeçar
também é uma forma de coragem.
Sou gaúcha.
Carrego comigo o meu Rio Grande,
minhas lembranças, minha história,
minha família e tudo que me fez chegar até aqui.
E mesmo longe de casa,
estou construindo um novo lar,
uma nova história,
um novo capítulo.
Talvez eu ainda não tenha chegado
onde quero estar.
Talvez ainda existam muitos obstáculos.
Mas enquanto houver esperança,
eu continuarei tentando.
Porque eu vim de longe
para buscar uma vida melhor.
E, entre a saudade do Sul
e os sonhos que plantei no DF,
vou seguindo...
com fé, coragem
e a certeza de que ainda tenho
muita história para escrever.
Ana Graciela
Uma Gaúcha no DF
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Thoughts
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PermalinkA parte que me ficou foi do peito apertado e da vontade de voltar. A gente muda de cidade e a cidade muda a gente, e dá um baque quando aprende isso.
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PermalinkEsse negócio de raiz que ninguém apaga mesmo longe de casa: quando você completar 10 anos no DF, vai ser uma coisa bem diferente.
-
PermalinkEntendo bem essa coisa de mudar de cidade, tentar e no outro dia acordar e tentar de novo. Nem sempre funciona, mas quando funciona muda tudo.
-
PermalinkParece que você chegou ali e descobriu que o caminho não é só chegar, é ficar. E isso dói diferente de morar sozinho, sabe?
-
PermalinkQue corajosa 💙
-
PermalinkQue texto. Tem coisa que a gente acha que é uma escolha e depois percebe que era a unica coisa que fazia sentido mesmo.
-
PermalinkDeixar casa pra buscar uma vida melhor, duvidar, querer voltar: conheço bem. Você conseguiu ficar ou foi muito difícil?
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PermalinkO recomeço não é o salto, é o dia seguinte. A frase que sustenta o texto inteiro não é a da coragem, é a de levantar e tentar de novo depois de cair e de duvidar de si mesma. De fora, coragem parece uma decisão única; por dentro é rotina teimosa, repetida em manhãs sem plateia. Pra mim é essa a parte que fica.
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PermalinkEu também tô descobrindo que saudade não é fraqueza. Lê de novo, porque é verdade!
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