Infantes gêmeos. Lembro-me muito bem da ultrassonografia que revelou aqueles dois pequenos, ainda no ventre, um de frente para o outro. Desde antes de nascerem, parecia existir entre eles uma espécie de encontro que eu ainda não conseguia compreender.
Quando nasceram, dormiam no mesmo berço. À medida que foram crescendo, muitas vezes eu acordava e os encontrava dormindo abraçados. Depois vieram os primeiros passos, as brincadeiras e, com elas, uma ligação que se tornou cada vez mais evidente.
Hoje, Natan se desespera quando perde Natália de vista: “Cadê Natália? Natália?!”. E ela corre até ele, abraça-o, e imediatamente ele parece se tranquilizar. Tomam vacinas juntos, comem juntos, brincam juntos. Até quando adoecem parece haver uma sintonia curiosa: muitas vezes apresentam sintomas semelhantes e, em algumas situações, quando apenas um está com uma infecção, o outro também manifesta sintomas, mesmo sem apresentar a mesma infecção.
Observar os dois crescendo é testemunhar uma das relações mais bonitas que já conheci. Não é apenas o fato de serem gêmeos; é perceber, dia após dia, como duas pequenas pessoas constroem juntas uma história de afeto, companhia, proteção e pertencimento. Para mim, acompanhar o desenvolvimento de Natan e Natália é uma das experiências mais lindas da maternidade.