Quando eu tinha oito anos meus pais falaram que iriamos nos mudar. A prncípio concordei com a ideia,só depois me veio a mente que deixaríamos tudo para trás inclusive as coisas que eu mais amava.
Eu estava desolada,minha mãe aida disse que a casa era um pouco menor que a nossa,mais uma desvantagem. Piorou quando descobri que era uma casa antiga,até então eu só sabia reclamar dizia pra lá e pra cá que a casa caía aos pedaços,que era um lugar minúsculo e cá entre nos nada contra a casa em si,mas sim contra a ideia de nos mudarmos.
Nada adiantou,meus pais não desistiram e só vi que não conseguiria convence-lós quando estavamos no carro,indo embora de vez!
Quanto mais nós avançavamos,mais diferentes ficavam as paisagens que foram mudando de colorido e vivo para morto e sem cor.
A situação não melhorou quando chegamos a tal casa,os moveís eram todos de madeira e antigos mas estavam conservados a casa também. Minha mãe notou meu desanimo e minha expressão cansada,falou(talvez na esperança de me animar) para eu ir conferir meu quarto e conhecer a casa,eu não fiz isso,na verdade subi para meu quarto e adormeci
E é aqui que fica interessante, no meio da noite eu senti sede e desci para o primeiro andar mas uma coisa me chamou atenção a porta de um quartinho que a gente não usava estava aberta então fui fecha-lá o problema e que a gente nunca vai fazer o que tinha ido fazer,sempre aparece algo pra atrapalhar a gente e no meu caso a porta não fechava. Determinada a fechar a porta usei toda a minha força,mas isso só me atirou para dentro so quartinho e eu já ia saindo de lá quaando ouvi uma voz. Era lenta e susurrada e um tanto fantasmagórica,me virei e vi uma sombra baixa com cabelos longos e expressão triste ela disse:
-Não tenha medo... Eu só queria um favor.
Levei a mão a boca pra não gritar e decidi perguntar:
-O que você quer?
-Quero que acenda uma vela para minha alma se libertar.
-Está bem.
Quando acendi a vela ela caiu da minha mão e encendiou a casa.
A última coisa que ouvi foi uma risada seca e a sirene dos bombeiros.