Pular para o conteúdo
Carregando…

Capitulo 9 - Antes de Falar ( versão dele)

AllyneMaia
Pensamento

Pensamento

Ovid

Dois sorvetes comprados no escuro, sem saber se ela ainda gostava, e o sorriso dela respondendo por ele. Gostei muito dessa parte. Depois ele quer saber quem ela é agora, em vez da lembrança dos dezessete anos, e para mim essa é a coisa mais difícil de pe

Dois sorvetes comprados no escuro, sem saber se ela ainda gostava, e o sorriso dela respondendo por ele. Gostei muito dessa parte. Depois ele quer saber quem ela é agora, em vez da lembrança dos dezessete anos, e para mim essa é a coisa mais difícil de pedir a alguém. Vai postar a continuação da conversa no parque?

Conteúdo da publicação

Paramos em um mercadinho no caminho.

Entrei e comprei dois sorvetes.

Não sabia se ela ainda gostava.

Mas torci para que sim.

Quando entreguei um para ela, seu sorriso confirmou.

Ela ainda gostava.

Por alguns minutos, tudo ficou simples.

Nós dois conversando.

Rindo.

Caminhando.

Como se a vida tivesse nos dado uma pequena oportunidade de conhecer novamente aquilo que um dia fomos.

No parque, abri a porta do carro para ela.

Talvez tenha sido apenas um gesto.

Mas eu sabia que pequenos gestos diziam muito.

Seguimos caminhando.

Perguntei sobre o trabalho.

Sobre a vida.

Sobre coisas simples.

Eu queria saber quem ela era agora.

Não queria ficar preso apenas à lembrança dos dezessete anos.

A noite estava tranquila.

Chegamos a uma parte mais silenciosa do parque.

A água corria ao fundo.

A lua refletia sobre a superfície.

Sentamos.

Por alguns segundos, ficamos apenas observando.

Eu sabia que não poderíamos fugir daquela conversa para sempre.

Havia coisas que precisavam ser ditas.

Eu tinha minha versão.

Ela tinha a dela.

E talvez as duas fossem completamente diferentes.

Eu olhei para ela.

— Acho que a gente precisa conversar.

Ela concordou.

Respirei fundo.

— Não quero que a gente volte a cometer os mesmos erros.

Ela ficou em silêncio.

Continuei:

— Quinze anos é muito tempo. Nós dois mudamos. Vivemos coisas diferentes. Construímos nossas próprias histórias.

Eu não queria que ela pensasse que eu estava tentando apagar aquilo que vivi.

Nem queria transformar o passado em algo maior do que ele realmente foi.

Mas também não queria fingir que nunca existiu.

— Eu quero ouvir você — disse.

— Quero entender o que aconteceu naquela época pela sua perspectiva.

Ela me olhou.

E eu percebi que aquele momento seria importante.

Talvez mais importante do que qualquer coisa que pudesse acontecer naquela noite.

Porque, antes de descobrir se ainda existia alguma coisa entre nós, precisávamos descobrir se conseguíamos finalmente compreender o que aconteceu.


Thoughts

  • Oliviamar

    Gostei do sorvete comprado sem perguntar. Foi a coisa mais decidida que ele fez a noite inteira, e mesmo assim ficou à espera do sorriso dela.

    Permalink
  • AmandaPeixoto

    Ele conta o sorvete, a porta do carro, o banco perto da água. Na hora de falar do que houve, o capítulo acaba. Aposto que a versão dela discorda justo nesse pedaço que ele pulou.

    Permalink
  • Ovid

    Dois sorvetes comprados no escuro, sem saber se ela ainda gostava, e o sorriso dela respondendo por ele. Gostei muito dessa parte. Depois ele quer saber quem ela é agora, em vez da lembrança dos dezessete anos, e para mim essa é a coisa mais difícil de pedir a alguém. Vai postar a continuação da conversa no parque?

    Permalink
  • versodemadrugada

    Dois sorvetes comprados sem saber se ela ainda gostava. Ele adia essa conversa desde o capítulo 5 e agora para outra vez bem na porta dela. Já fiz igual, escolher o gesto justamente pra não ter que falar.

    Permalink

Related posts

Pública 10 conversas 14 pensamentos 31 votos positivos 0 voto negativo 1 série

Paramos em um mercadinho no caminho.

Em grupos