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Capítulo 44 (FIM) /OS MISTÉRIOS DO ACASO / COM DESTINO À ISLÂNDIA

Pietrodeluccapoeta777

Conteúdo da publicação

Capítulo 44 (FIM)

COM DESTINO À ISLÂNDIA

Naquela curta escala em Hanói, antes de seguir rumo à Islândia, junto com Nguyệt, o Poeta ficou impressionado com aquela localidade e decide a título de despedida passar em cinco cafés, os que mais gostou e foi muito bem recebido como um amigo querido.

O primeiro deles foi o maravilhoso Café Giang para a população local, é considerado um dos lugares mais famosos de Hanói para se tomar o apetitoso café, especialmente por ser o berço do tradicional e icônico café com ovo (Cà Phê Trứng), curiosamente criado na década de 1940.

Detalhes do Café Giang que o Poeta fez questão de anotar, foram:

• O Endereço: 39 Nguyễn Hữu Huân, Lý Thái Tổ, Hoàn Kiếm, Hanói, Vietnã

• O Horário de funcionamento, todos os dias, das 7h às 22h (neste o Poeta e a Nguyệt ficaram até o fechamento)

• Ele anotou a receita: Café com ovo (feito com gema de ovo batida com leite condensado até ficar com uma textura cremosa semelhante à de um suspiro ou gemada, sobre o café forte vietnamita). O Poeta tem a certeza absoluta de que esse café vai fazer o maior sucesso, onde quer que Ele fizer.

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Os outros Quatros Locais Famosos de Cafés em Hanói: o próximo destino foi o:

• O Café Dinh: Fica próximo do Café Giang, porém, administrado por familiares do mesmo fundador, ali, é outro ponto autêntico e muito tradicional para tomar o café com ovo. O interessante é que o café não enjoa, fomos tomando e conversando muito.

Uma peculiaridade, o estabelecimento foi passado de pai para filho: O Café Dinh foi fundado e gerido por Nguyen Thi Bich (conhecida carinhosamente como Sra. Bich). Ela era filha de Nguyen Van Giang, o criador original do café com ovo.

Após o falecimento da Sra. Bich, seu marido, o Sr. Ta Duy Khoa, assumiu a administração do local para manter viva a tradição da família ao lado de seus descendentes.

Enquanto o famoso Café Giang ficou sob o comando de um dos filhos do criador (irmão da Sra. Bich), o Café Dinh permaneceu como o legado administrado por esta outra ramificação da mesma família.

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O Railway Cafes (Train Street), este local deixou o Poeta com receio:

Porque os pequenos cafés espremidos ao longo da famosa e estreita linha férrea (Train Street), onde os visitantes se sentam em mesinhas quase espremidas na calçada para ver o trem passar bem perto quase raspando na alma.

Lá estava o Poeta e a Nguyệt, apreciando um saborosa cafezinho puro, quando de repente, toca aquela buzina de trem capaz de assustar até fantasmas, e vem aquele vento forte quase um deslocamento de ar. O coração do turista parecia que ia sair pela boca, não saiu mas ficou acelerado. A Nguyệt deu muita risada, ela achou graça, por ser algo muito natural em Hanói.

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Neste próximo local, o Cong Caphe: É a famosa rede de cafeterias com decorações temáticas inspiradas no período de subsistência do Vietnã, muito conhecida pelo seu café com coco (coconut coffee). Na escassez toda criatividade é válida e o café com coco ficou como a marca da casa.

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O Note Coffee (The Note Coffee), este lugar o Poeta amou e claro, pediu a permissão e deixou a sua marca: lá é famoso por ter todas as paredes, mesas e cadeiras cobertas por milhares de bilhetes coloridos deixados por turistas de todo o mundo. Fica às margens do imponente Lago Hoan Kiem.

O Poeta deixou a seguinte mensagem:

“Muito obrigado Hanói/Saigon, lugar amado que me recebeu com muito carinho. Deixo a minha estima e consideração, já tenho todos guardados em meu coração!”...

____ O Poeta Narciso!

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Na manhã seguinte, madrugada do sábado, o Poeta despertou cedo, coincidentemente, Nguyệt estava triste e Ele também, claro, não queria ir embora naquele momento, porém, os compromissos o esperavam. Sempre solícita, a anfitriã levantou cedinho e fez questão de acompanhá-lo até o aeroporto de Hanói, o Aeroporto Internacional Noi Bai (Noi Bai International Airport). É o maior aeroporto do norte do Vietnã e fica localizado a cerca de 35 km do centro da cidade.

O CHOQUE DE COSTUMES

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Sabendo que as mulheres vietnamitas não têm o hábito de abraçar e beijar amigos em público, porque a sociedade do Vietnã é guiada por valores tradicionais de reserva e discrição nas interações sociais, o Poeta explicou para Nguyệt como são os costumes no Brasil com respeito aos beijos e abraços em amigos considerados. Ele queria sinceramente levar dela o calor do seu abraço e a lembrança de um beijo no rosto, mas evitou, temendo colocá-la numa situação embaraçosa.

Naquela despedida eles ficaram apenas no aceno, e assim, o Poeta seguiu com destino à gelada Islândia.

ENQUANTO ISSO NO BRASIL:

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No trecho em que você fala da disputa pela Cadeira 32, pode-se integrar a reflexão sobre a ABL à mente do Poeta enquanto ele está no voo (ou observando as nuvens):

ENQUANTO ISSO NO BRASIL: O TAPETE VERMELHO DA ABL

Enquanto o avião cortava os céus rumo ao Norte gélido, a imprensa brasileira repercutia a disputa pela sucessão da Cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras, anteriormente ocupada pelo mestre Zuenir Ventura e, antes dele, por Ariano Suassuna.

Entre os 17 candidatos inscritos na lista oficial — ao lado de figuras expressivas como Drauzio Varella, Sergio Fonta e Anna Bella Geiger —, figurava o nome de Pietro de Lucca Poeta. A indicação vinha embalada pelo peso de sua bagagem literária e pelo acervo de 14 obras com densidade para adaptações no teatro, cinema e música.

Após a eleição interna, o Poeta acabou ficando no “quase”, mas guardou a experiência no peito com profunda gratidão. Mesmo com sua bagagem monumental, sentiu a nobreza de ver seu nome ao lado de grandes expoentes da literatura e da cultura nacional.

Ainda que a votação interna tenha terminado no “quase”, o Poeta guardou a experiência com profunda nobreza e gratidão. Ter seu nome alinhado aos grandes expoentes da cultura nacional era, por si só, um triunfo de sua trajetória.

A ETERNA MUSA

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No topo dessa projeção, observando as nuvens da janela do avião, no limiar de novos horizontes, um pensamento sereno cruzou a mente de Narciso: mesmo com os holofotes do mundo e o reconhecimento de sua obra, Helena permanecia ali, silenciosa e eterna, como a semente original de todo aquele império poético.

O passado não trazia mais dor, apenas a certeza de que cada lágrima e cada verso havia cumprido o seu papel e o trouxeram até este instante.

A CHEGADA RUMO À ISLÂNDIA E O DESPERTAR DA NOVA NARRATIVA

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Foi emocionante o toque das rodas do avião no asfalto gelado de Reykjavik, na aterrissagem selava ali a chegada segura e o fim da travessia. Ao desembarcar no coração da Islândia, sob o manto da noite gélida e o vislumbre distante da Aurora Boreal, o Poeta foi acolhido pelo silêncio sepulcral da cidade onde está a residência literária.

Após o desembarque, o Poeta obviamente estava ansioso, uns passos adiante, ao entrar com saguão, ele deu aquela “corrida de olhos”, entre as pessoas que aguardavam os seus parentes, estava uma ruiva vistosa e bonita com um sorriso agradável, com uma placa escrita Pietro de Lucca, era a Jéssika Pillar a responsável em recepcionar os convidados estrangeiros. E por sinal uma poliglota que entre os idiomas, falava a língua portuguesa. (o Poeta se sentiu em casa)

Durante o trajeto do aeroporto até a residência Literária, ele vinha contemplando a sua visita à Saigon. Acomodado diante da janela, sentiu o calor do refúgio em contraste com a imensidão branca da nuvens lá fora, Narciso retirou do bolso do blusão o caderno artesanal de papel de seda super delicado presenteado por Nguyệt nas ruas mágicas de Hanói. É uma lembrança que ele guardará para o resto da sua vida.

É claro, sempre lembrando da promessa feita à amiga vietnamita — que suas folhas vão abrigar histórias capazes de cruzar os continentes —, cuidadosamente o Poeta abriu a primeira página de seda, empunhou a caneta e, com a alma leve como a brisa, escreveu o título que daria início à sua mais íntima e reveladora obra que vai correr o mundo literário:

“O MENINO DO CABELO PLATINADO”

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O Poeta ao aceitar o desafio dos doze meses na residência artística daquele país, Narciso com muita convicção, compreendeu a grandiosidade de sua missão: Em criar um enredo completamente antagônico à rigidez daquele cenário gélido, opaco e envolto em silêncio. Ali, onde a natureza dita o recolhimento, talvez ele tenha descoberto o maior segredo para o refúgio da população local: A LEITURA. Se a Islândia é feita de gelo, os livros são as fogueiras que aquecem a alma da sua população. Essa “Filosofada”do Narciso tem coerência.

Contemplando a neve que caía mansa e lentamente através da vidraça da Residência da Literatura, o Poeta teve a percepção do antagonismo poético. Enquanto o termômetro lá fora marcava baixas temperaturas e até negativas, dentro dele transbordava o calor, a luz dourada e o balanço da tropicalidade quente.

Escrever sobre quem vive sob o sol era uma forma de explicar a essência da felicidade espontânea, o sorriso que nasce do calor da terra e o afeto que não conhece a timidez do rigoroso inverno. Podemos dizer que são extremos, concretos.

Lá fora, a Islândia repousava em seu costumeiro tom cinzento e gélido, uma melodia amena composta de gelo e ventos. Mas dentro daquele quarto, na Residência da Literatura, a atmosfera queimava. O Poeta reiterou a sua percepção sobre o verdadeiro segredo daquele lugar: Realmente a leitura é a fonte de calor que mantinha o povo da Islândia vivo e com isso galgaram o título do país que tem mais leitores e escritores.

Contudo, a missão do caro escritor, seria o antagonismo poético. Em meio à geleira local, ele vai derramar a tropicalidade contrastante. Certamente isso irá pintar com palavras a luz dourada do sol, o calor da terra e a alegria vibrante de quem carrega a paz em forma de letras no peito. Escrever O MENINO DO CABELO PLATINADO foi antes de tudo, acender um sol no meio da neve. Ele deduziu que por mais gelado que seja o lugar, o show sempre vai existir. (há pessoas que são geladas mesmo na tropicalidade).

Já com o caderno de papel de seda em mãos — presente de Nguyệt — aberto sobre a mesa de madeira envernizada e rústica, ele empunhou a caneta para escrever as primeiras linhas — em seu pensamento, o menino do cabelo platinado tem que ser uma obra muito importante. Mãos à obra, agora era hora de acender um sol no meio da neve nórdica. Com a mente concentrada, alma leve e o coração ditando o ritmo, ele escreveu as primeiras linhas da obra que cruzaram todos os continentes:

PRÓLOGO

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“O Menino do Cabelo Platinado” de João Luiz Koffi é uma obra que combina uma narrativa sensível e tocante sobre adoção, identidade e diversidade, com foco especial em um menino único devido ao seu albinismo particuar — manifestado nos cabelos platinados.

A história gira em torno de João Luiz Koffi, chamado carinhosamente de Joãozinho, um menino adotado por uma família amorosa que enfrenta o desafio de revelar a ele sua origem biológica, garantindo que o amor e o acolhimento estejam sempre no centro dessa relação.O livro aborda temas complexos com delicadeza, como:

Adoção e identidade: o processo de revelar para Joãozinho sua condição de filho adotivo e a importância de aceitar o amor que o sustenta além dos laços biológicos.

Albinismo e diferença: a condição rara de Joãozinho, o albinismo, explicada de maneira informativa e afetuosa, reforçando que ser diferente é motivo de orgulho e beleza.Família como fundamento: a relação sólida, amorosa e acolhedora entre Joãozinho e seus pais adotivos, Dr. Miguel Custódio Koffi e a Sra. Kauane Guaracy Koffi, que se mostra uma base essencial para o desenvolvimento emocional do menino.

Contexto cultural: a origem da família Koffi, com raízes na etnia Suaíli e diversidade racial e cultural, enriquecendo o enredo com uma dimensão multicultural. A narrativa é rica em detalhes que dão vida ao cotidiano de Joãozinho, suas curiosidades infantis, as dificuldades enfrentadas pela mãe biológica Amaralina Paranhos, e a entrega altruísta dela, que abre caminho para um futuro promissor no seio da família Koffi.

A história também explora os primeiros anos do menino, sua adaptação na escola, as reações do meio social, inclusive o bullying que sofre por causa de sua aparência, e a forma como seus pais o ajudam a construir uma autoestima forte. No geral, o livro é uma celebração da diversidade, da resiliência humana e do poder transformador do amor e da verdade em construir identidades e lares felizes.

Ele tem potencial para sensibilizar leitores sobre a importância da aceitação, da empatia e da valorização das diferenças, além de trazer uma mensagem esperançosa sobre a família e a superação das dificuldades. O Joãozinho Koffi, ajuda a humanizar os mais necessitados e se torna um grande e reconhecido advogado pelo mundo da ciências jurídica.

O Menino do Cabelo Platinado

A história que o mundo estava prestes a conhecer não nascia da rigidez do gelo, mas sim da cura pelo afeto. Em meio à atmosfera nórdica, a mente do Poeta viajou de volta às terras ensolaradas, resgatando a essência humana e solar do garoto João Luiz Koffi. Ali, naquela folha em branco, começava a ganhar vida a certeza de que só o verdadeiro amor constrói, a gratidão reforça e a paz é a luz que guia a humanidade.

O contraste era óbvio: a Islândia fornecia o silêncio sagrado para a escrita, mas era a irradiação vibracional e a cor do DNA tropical dariam cor, vida e movimento a cada capítulo dessa nova jornada.

Aqui chegamos ao fim da história OS MISTÉRIOS DO ACASO…

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A história O MENINO DO CABELO PLATINADO continua em séries, escrita por Pietro de Lucca Poeta

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@Pietrodeluccapoeta✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

Athelier das Letras - Selo 444®

https://pietrodeluccapoeta777.substack.com

pietrodeluccapoetanarcisosilva.blogspot.com

Thoughts

  • economia_no_sentimento

    Bah, 44 capítulos e a despedida da Nguyệt fica num aceno no aeroporto. O Narciso respeitou o costume dela e eu respeito também, mas o leitor saiu sem o abraço junto com ele.

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  • mariinha

    Li pra minha avo a parte do trem passando quase raspando nas mesinhas e ela riu igualzinho a Nguyet, disse que ficava no cafe com ovo e bem longe dos trilhos

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