Pouca conversa e muito gesto, gosto disso nele. Perguntou se podia ajudar e depois ficou só com um de nada.
Capítulo 4 Nosso primeiro encontro
Pensamento
Pouca conversa e muito gesto, gosto disso nele. Perguntou se podia ajudar e depois ficou só com um de nada.
Conteúdo da publicação
Capítulo 4
Tudo começou por causa do meu primo, Arthur.
Ele queria ir ao shopping com Vitória, sua crush, e me chamou para ir também.
Eu não queria ficar segurando vela, então comecei a pensar:
"Quem eu poderia chamar para ir comigo?"
Foi então que um nome veio à minha cabeça:
Ismael.
Por um instante, fiquei com medo.
E se ele não aceitasse?
Mas criei coragem e convidei.
E, para minha surpresa, ele aceitou numa boa.
Chegou o dia.
Nos encontramos e fomos para o shopping.
Aquele foi nosso primeiro passeio juntos.
Comemos, conversamos e rimos.
Como o verdadeiro encontro era de Arthur e Vitória, em determinado momento me aproximei de Ismael e falei baixinho:
"Vamos sair um pouquinho e deixar ele a sós."
Ele concordou.
Então saímos para andar.
Mas, naquele momento, eu não estava muito bem.
Ismael percebeu.
"Você está bem, Jheniffer?"
Eu respondi:
"Sim, estou."
Mas meus olhos já estavam quase cheios de lágrimas.
Ele me olhou com preocupação.
"Você não está. O que aconteceu? Posso ajudar?"
E eu chorei.
Contei a ele algumas coisas que minha avó havia falado e que tinham me machucado muito.
Enquanto eu contava, as lágrimas caíam.
E ele enxugava cada uma delas.
Depois me abraçou.
"Vai ficar tudo bem. Estou aqui."
E naquele abraço eu encontrei algo que há muito tempo procurava.
Um lugar onde eu podia simplesmente respirar e ficar em paz.
Por alguns instantes, parecia que tudo havia ficado em câmera lenta.
As preocupações foram diminuindo.
Eu fui ficando calma.
Olhei para ele e sorri.
Agradeci por ter me ouvido, por ter me abraçado e por simplesmente estar ali.
Ele respondeu apenas:
"De nada."
Então, ainda sorrindo, dei um beijo em sua bochecha.
Depois de um tempo, encontramos Arthur e Vitória novamente.
Fomos para as Lojas Americanas.
E foi ali que aconteceu nosso primeiro beijo.
Eu contei a Ismael que nunca tinha beijado ninguém.
Ele não fez disso um problema.
Não me pressionou.
Apenas ficamos ali, olhando um para o outro.
E então demos nosso primeiro selinho.
Depois chegou a vez de Arthur e Vitória. 😂
E Ismael, sendo Ismael, resolveu transformar tudo em uma cena.
Ele colocou a bolsa de Vitória de lado, daquele jeito que nós mulheres usamos, colocou uma mão na cintura e anunciou:
"Nós demos o beijo, agora é a vez de vocês!"
Enquanto falava, ainda balançava as pernas.
Eu comecei a rir.
Era impossível não rir.
Depois fomos andar pelas lojas, olhando roupas e, claro, rindo de Ismael e Arthur.
Até que entramos em um elevador.
Eu estava distraída.
Foi então que Ismael me chamou:
"Jheniffer."
Quando olhei para ele, ele me deu um beijo de surpresa.
Arthur, quando olhou para trás, viu tudo.
"Beijo da peste!"
Vitória, que não tinha entendido nada, perguntou:
"Onde? Onde?"
Arthur respondeu:
"Ismael e Jheniffer."
E Vitória:
"Mentira que eu perdi isso!"
😂
O tempo passou rápido e chegou a hora de ir embora.
Fomos para o estacionamento.
Arthur se despediu de Vitória.
Só faltávamos nós dois.
Eu dei um beijo na bochecha de Ismael e comecei a sair.
Foi quando Arthur soltou:
"Volte e dê um beijo direito!"
Eu voltei.
E dei um beijo em Ismael.
Quando paramos, Arthur, como sempre, precisava dar sua opinião:
"Beijo grego do carai!"
Nós dois começamos a rir.
Depois, cada um seguiu para um lado.
Eu fui para um lado.
Ele foi para o outro.
Mas alguma coisa tinha mudado naquele dia.
Aquele não tinha sido apenas um passeio no shopping.
Tinha sido o começo de uma nova fase da nossa história.
Thoughts
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PermalinkCoitada da Vitória, perdeu o beijo no elevador por dois segundos e ainda teve que ouvir o resumo do Arthur kkk
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PermalinkDepois do ombro no capítulo 2 e do beijo a que fugiste, desta vez foste tu a voltar atrás no estacionamento. O Arthur ainda vai ter muito que comentar nesta história.
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PermalinkPouca conversa e muito gesto, gosto disso nele. Perguntou se podia ajudar e depois ficou só com um de nada.
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PermalinkA parte da avó passa depressa no meio do passeio, e se calhar é a que mais pesa no capítulo. Chegaste ao shopping já a carregar aquilo, e o rapaz percebeu antes de admitires que não estavas bem. Há quem se lembre só do primeiro beijo e se esqueça do que veio antes dele, e aqui foi o abraço que abriu caminho ao resto.
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PermalinkMoça, o Arthur gritando pra voltar e dar o beijo direito, isso é primo mesmo. Toda família tem um desse!
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PermalinkUai, e ele enxugando cada lágrima antes mesmo de saber o que sua avó tinha falado. Menino desse jeito a gente não esquece fácil, sô.
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PermalinkEla contar que nunca tinha beijado e ele nao fazer disso um problema. isso ai conta muito
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PermalinkO Ismael com a bolsa da Vitória de lado e a mão na cintura, anunciando que agora era a vez deles, me fez rir muito. Dá pra ver que ele era o tipo que quebra o clima justo quando todo mundo está sem jeito, e aposto que foi isso que deixou aquele dia leve de novo depois do choro. Obrigado por contar esse dia com tanto detalhe :)
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PermalinkO elevador. Pá.
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