O Ismael conhece o avô, conhece o Poico soldador, e o tio Jessinho olha a foto e diz que não conhece. Toda família tem um tio Jessinho.
CAPÍTULO 16 — OFICIALMENTE NÓS DOIS
Os dias foram passando.
In groups
Pensamento
O Ismael conhece o avô, conhece o Poico soldador, e o tio Jessinho olha a foto e diz que não conhece. Toda família tem um tio Jessinho.
Conteúdo da publicação
Os dias foram passando.
E finalmente chegou uma das partes mais esperadas daquela história:
conhecer a minha família.
Primeiro, contei para minha avó sobre Ismael.
Como ela já o conhecia, recebeu a notícia muito bem. Gostou dele e não fez nenhuma objeção.
Depois foi a vez do meu avô.
Quando ele veio perguntar quem era o rapaz de quem eu estava falando, mostrei uma foto.
Ele olhou para a tela e, surpreso, perguntou:
— Oxente! É Ismael??
Eu fiquei surpresa.
— É!
Meu avô então completou:
— Eu conheço ele. Ele troca serviço comigo.
Eu comecei a rir. Parecia que, de alguma forma, Ismael já conhecia minha família antes mesmo de saber que um dia faria parte dela.
Meu tio Jessinho também ficou curioso e veio perguntar quem era.
Mostrei uma foto.
Ele olhou e respondeu:
— Conheço não!
Depois contei tudo para Ismael.
Quando falei que meu avô já o conhecia, ele perguntou:
— Quem é teu avô?
— Dison. Poico, soldador.
— Tem foto dele?
Fui procurar no fundo do baú da galeria.
Depois de algum tempo procurando, finalmente encontrei uma foto minha com meu avô e mandei para ele.
— Esse é meu avô.
A resposta veio quase imediatamente:
— Oxi! Teu avô é Poico? Conheço, rapaz! Kkkkk.
Mais uma coincidência.
Depois de falar da minha avó, do meu avô e do meu tio, só faltava uma pessoa.
— Só falta minha mãe...
Ismael perguntou:
— E seu pai?
Expliquei que já tinha conversado com ele e contei a mensagem que meu pai tinha mandado:
“Aqueles que amaldiçoar vocês, sejam amaldiçoados, e aquele que abençoar vocês, sejam abençoados.”
Ismael respondeu:
— Amém!
Depois disso, passei o contato da minha mãe para ele.
Os dois conversaram e combinaram um dia para que Ismael fosse até minha casa.
E então chegou o grande dia.
07 de março de 2026.
Um sábado.
Por volta das 19:30.
Depois de tanto tempo, Ismael finalmente chegou.
Ele veio de moto e trouxe duas coisas: uma cesta e uma caixa de papelão.
Assim que desceu da moto e tirou o capacete, eu fui até ele.
— Oii...
E já fui abraçando.
Ele retribuiu o abraço apertado.
— Olá...
Depois, levei Ismael para a casa de mainha.
Começamos a conversar.
Rimos.
Falamos sobre várias coisas.
Enquanto eu conversava com minha mãe, Ismael estava sentado no sofá, olhando para nós duas.
Até que perguntei:
— Tá nervoso?
Ele respondeu imediatamente:
— Quem, eu? Tô não!
Mainha entrou na brincadeira:
— Tá nervoso por quê? Quer um Dôflex? Uma água?
Eu e Aninha começamos a rir.
Ismael tentou explicar:
— Não, não! É que vocês estavam conversando e fiquei esperando vocês terminarem para eu começar...
E assim continuamos.
Foram quase duas horas de conversa.
O que parecia ser um momento de tensão acabou se tornando uma noite leve, cheia de risadas e conversa boa.
Depois, levei Ismael para a casa dos meus avós.
Era hora de apresentar oficialmente o rapaz para o restante da família.
Apresentei ele a todo mundo.
Depois fui para o quarto trocar de roupa, porque sairíamos para lanchar.
Eu, Ismael, mainha, meu padrasto, meu irmão, minha tia, meu tio e minha prima Eloá.
Eu fui no carro com minha mãe.
Ismael foi de moto.
Mas, antes de sairmos, ele me chamou:
— Ei! Toma. É pra você...
— OOOOOWWWW! Obrigadaaa!
Peguei a caixa de papelão.
Quando abri, meus olhos brilharam.
Dentro havia um buquê de rosas artesanais e, junto dele, uma cartinha feita à mão por Ismael.
Na cesta, havia chocolates e um urso de pelúcia.
Eu fiquei toda boba.
Era mais um daqueles gestos que mostravam que ele realmente estava se esforçando para cumprir a promessa que tinha feito:
me conquistar novamente.
Depois de guardar os presentes, fomos lanchar.
A noite foi cheia de risadas, conversas e fotos.
E então aconteceu.
Depois de tudo que tínhamos vivido.
Depois dos dois anos de distância.
Depois dos quatro meses em que ele havia se afastado.
Depois das dúvidas, dos medos, das conversas, das lágrimas, dos pedidos de desculpas e da segunda chance...
Nós finalmente fizemos aquilo que, durante tanto tempo, parecia tão distante.
Postamos.
Uma foto.
Nós dois.
Sem esconder.
Sem dúvidas.
Sem medo.
Era oficial.
No dia 07/03/2026, Ismael e Jheniffer oficializaram o namoro.
E, naquele momento, não era mais apenas uma história que os dois estavam tentando reconstruir.
Era o começo de uma nova história.
A nossa história.
Thoughts
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PermalinkDepois dos quatro meses em que ele se afastou, a primeira coisa que fez foi ir de mota a casa da tua mãe e aguentar quase duas horas de conversa no sofá. Isso diz mais da tal promessa de te reconquistar do que as rosas. Cá por casa, apresentar a família nunca foi o difícil; o difícil é o segundo jantar, quando já não há novidade nenhuma. Aposto que ainda vamos ver esse jantar.
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PermalinkO Ismael conhece o avô, conhece o Poico soldador, e o tio Jessinho olha a foto e diz que não conhece. Toda família tem um tio Jessinho.
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PermalinkA mãe oferecendo Dôflex pro rapaz nervoso no sofá. Eu teria oferecido o mesmo, e depois um café.
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PermalinkSeu avô já conhecer o Ismael da troca de serviço foi a parte que eu mais gostei. Ele comentou alguma coisa depois da noite do lanche?
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PermalinkDezesseis capítulos até chegar numa foto postada, e ela chega com data e hora: sábado, 07 de março, lá pelas 19:30. Dá pra ver que essa noite ficou guardada inteira, com a moto, a cesta e a caixa de papelão. Me fez pensar em quanto uma foto postada pesa hoje, mais que muito pedido de namoro de antigamente. Que bom ver você seguindo com ela por aqui!
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