Essa ave que pousa mas não descansa, que voa na noite procurando luz. Eu leio de noite também, e tem algo nesse desejo que não dorme.
AVIS RARA
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Essa ave que pousa mas não descansa, que voa na noite procurando luz. Eu leio de noite também, e tem algo nesse desejo que não dorme.
Conteúdo da publicação
Ao poente, voa a ave de Minerva
E perscruta nas sombras a Razão.
Axiomas e dogmas sonda em vão
Ou a sofismar conceitos se reserva.
Sábia, sempre pousa sobre a erva
Tida por panaceia em meu sertão.
Com que se cura o mal do coração,
Mas sobretudo acalma quem s’enerva.
Se vida após a morte veem por cá,
Não cogitava além nenhum futuro,
Céptica do que sabe ou que haverá…
Amiga da Verdade, t’esconjuro!
Ave que voa e vê em noite má,
Sê um augúrio claro em pleno escuro.
Belo Horizonte – 15 06 1995
Thoughts
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PermalinkUf!
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PermalinkEssa ave que pousa mas não descansa, que voa na noite procurando luz. Eu leio de noite também, e tem algo nesse desejo que não dorme.
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PermalinkReads like você passou tempo parado com isso, voltando na Verdade sempre que tudo mais falhava. Dá pra ver que essa perseguição importa.
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PermalinkA cura que você procura no sertão, desse lado da ave que escolhe a erva panaceia. Me fez pensar em como a gente tá sempre procurando verdade longe, em livros, em conceitos, antes de notar que a cura já tá pousada pertinho. Dá pra ver que você escreveu isso sabendo disso tudo.
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PermalinkAquela coisa de procurar certeza em tudo que aparece. Eu entendo essa inquietação. 💯
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