Palavras pulam ululantes nos fonemas,
Paralelepipedamente decompostas.
Para todos gostos e desgostos, dispostas
Para parolar prismas; palavrear poemas...
Palavras procuras p’ra resolver problemas;
Palavras precisas p’ra encontrar respostas.
Para ti; para além de sintaxes impostas,
Pois que questionas sem tremer e sem tremas!
Palavras livradas no livro a ti, captivo.
Palavras escravas que ao papel apalavras;
Palavreado incontido passado em teu crivo.
Palavras escritas são o poema que lavras,
Pois tu, poeta, pressentes tudo o que me privo:
Palavras são tudo; até mesmo palavras.
Capitão Andrade — 20 11 1995