PARABÉNS
Se disseres ser eu o teu poeta,
Com certeza já não surpreenderia
Eu cantar a tua ávida alegria,
Em face d’esta data tão dileta.
Um telegrama longe eu te remeta
Repleto de saudade e nostalgia.
Após, um ramalhete ao fim do dia
Co’as letras do bilhete se interpreta:
“No jardim dos teus anos, outra flor
Recebe, minha linda, com amor,
Em nome da ternura que me tens.
E que hoje, para ti, se abram os céus,
N'um êxtase de palmas e troféus:
— Felicidades, linda! Parabéns!!"
Belo Horizonte - 13 12 1991