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Anacruse Pergunta Sem resposta

edumesquitta
Pensamento

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meioCapitulo

Tive que procurar o que era anacruse e aí tudo encaixou, o poema inteiro é alguém entrando antes do compasso. A boca queimada no arroz é a mesma pressa em versão cozinha 😅

Tive que procurar o que era anacruse e aí tudo encaixou, o poema inteiro é alguém entrando antes do compasso. A boca queimada no arroz é a mesma pressa em versão cozinha 😅

Conteúdo da publicação

Antes da queda,

Cometas de rico brilho que vi por horas,

Antecipo a queda em minha mente - já vi de tudo -,

Sustento meus erros pela angústia da espera.

Alanho meus princípios por não saber respirar

(Por gritar demasiadamente).

Prefiro arroz puro, duro,

Pelo gosto do amido (ou estou namorando com a praticidade).

Boca queimada - arroz cozido -, tenho aflição pela fome,

Me queimo porque desejo.

Quase no tempo forte,

Quase no momento certo,

Fui de olho gordo, mórbido.

Quero muito,

E muito não é opção,

Não agora.

Sinto-me como uma morta esperando pela herança.

Areia molhada, Sol

Sei o que tenho em mãos: menina facílima.

Moro no nordeste, e estamos em primavera.

Você fica insuportável (subitamente), dificílima.

O castelo cai, areia-seca.

Adiantei demais meu fraseado.

Quase no tempo certo.

Respostas

  • aeroportoCinza

    A menina que era facílima e de repente fica insuportável parece o castelo do verso seguinte, desmancha quando seca. Aposto que essa primavera no nordeste ainda tem capítulo.

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  • juca41

    O arroz duro e o fraseado adiantado fazem a anacruse virar fome de chegar antes do tempo forte. O poema “Dia azul”, de carlos_machado, também tem sol do nordeste e um amor com pressa.

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  • meioCapitulo

    Tive que procurar o que era anacruse e aí tudo encaixou, o poema inteiro é alguém entrando antes do compasso. A boca queimada no arroz é a mesma pressa em versão cozinha 😅

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  • lele12

    O título musical fecha bem com o fraseado adiantado no fim, a nota que entra antes do tempo forte. Flores do caminho vai no ritmo oposto, um passo de cada vez.

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  • Ovid

    Arroz duro comido pelo gosto do amido, com a dúvida entre parênteses se é só praticidade, me lembra aquela fome de quem não espera a panela descansar e queima a boca sabendo que vai queimar. E o título amarra o resto: no poema quase tudo chega antes da hora, a queda, a fome, a menina, até o castelo de areia.

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