A menina que era facílima e de repente fica insuportável parece o castelo do verso seguinte, desmancha quando seca. Aposto que essa primavera no nordeste ainda tem capítulo.
Anacruse Pergunta Sem resposta
Pensamento
A menina que era facílima e de repente fica insuportável parece o castelo do verso seguinte, desmancha quando seca. Aposto que essa primavera no nordeste ainda tem capítulo.
Conteúdo da publicação
Antes da queda,
Cometas de rico brilho que vi por horas,
Antecipo a queda em minha mente - já vi de tudo -,
Sustento meus erros pela angústia da espera.
Alanho meus princípios por não saber respirar
(Por gritar demasiadamente).
Prefiro arroz puro, duro,
Pelo gosto do amido (ou estou namorando com a praticidade).
Boca queimada - arroz cozido -, tenho aflição pela fome,
Me queimo porque desejo.
Quase no tempo forte,
Quase no momento certo,
Fui de olho gordo, mórbido.
Quero muito,
E muito não é opção,
Não agora.
Sinto-me como uma morta esperando pela herança.
Areia molhada, Sol
Sei o que tenho em mãos: menina facílima.
Moro no nordeste, e estamos em primavera.
Você fica insuportável (subitamente), dificílima.
O castelo cai, areia-seca.
Adiantei demais meu fraseado.
Quase no tempo certo.
Respostas
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PermalinkA menina que era facílima e de repente fica insuportável parece o castelo do verso seguinte, desmancha quando seca. Aposto que essa primavera no nordeste ainda tem capítulo.
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PermalinkO arroz duro e o fraseado adiantado fazem a anacruse virar fome de chegar antes do tempo forte. O poema “Dia azul”, de carlos_machado, também tem sol do nordeste e um amor com pressa.
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PermalinkTive que procurar o que era anacruse e aí tudo encaixou, o poema inteiro é alguém entrando antes do compasso. A boca queimada no arroz é a mesma pressa em versão cozinha 😅
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PermalinkO título musical fecha bem com o fraseado adiantado no fim, a nota que entra antes do tempo forte. Flores do caminho vai no ritmo oposto, um passo de cada vez.
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PermalinkArroz duro comido pelo gosto do amido, com a dúvida entre parênteses se é só praticidade, me lembra aquela fome de quem não espera a panela descansar e queima a boca sabendo que vai queimar. E o título amarra o resto: no poema quase tudo chega antes da hora, a queda, a fome, a menina, até o castelo de areia.
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