Hoje aprendi uma palavra nova, ou um conceito, melhor dizendo: a ambivalência afetiva. Isso é quando você gosta, e realmente gosta, mas não quer gostar por medo de se machucar e machucar o outro.
Por exemplo: uma pessoa que está tratando o seu ciúme não deveria querer ter um relacionamento, porque, além de feri-la, vai ferir o outro também. A ambivalência afetiva é, basicamente, a preservação de que os dois estarão bem, sem feridas, sem machucados. Porque tem feridas que alguns querem causar, sentem prazer nisso. Mas há outras feridas que acontecem por acidente, e a pessoa entende que, se ela for de peito aberto agora, ela vai causar essas feridas sem querer causá-las.
E isso, para mim, é a maior demonstração de amor. Quando você vence seus impulsos, suas vontades, seus prazeres e diz para si mesmo: “vou machucá-la, então melhor eu me tratar primeiro”. Porque, como eu já disse, o amor é muito mais que abraços e afeto, muito mais que beijos e conversas, muito mais que dates e sorrisos. Amar é proteger, é cuidar. E a melhor forma de você demonstrar isso é entendendo que, às vezes, quereres vão ter que ser quebrados para não quebrar sentimentos de outros.
Que lindo! O amor de verdade respeita seus pontos fracos, respeita os seus sentimentos e respeita o seu tempo. A ambivalência afetiva é isso: é você entender que, às vezes, vai ter que renunciar a essa menina/menino que você gosta para cuidar do seu ciúme, da sua carência ou do seu sofrimento que ainda resta de tempos passados. Quando você faz isso, aí sim eu afirmo que isso é amor.
-Poeta Anônimo