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A Mansão Sombria da Floresta

Eduardo13
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A Carruagem do Rio Negro

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Pensamento

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uemerson

Conto bem envolvente e detalhado.

Conto bem envolvente e detalhado.

Conteúdo da publicação

A Carruagem do Rio Negro

A noite havia caído sobre a floresta como um manto de trevas.

Uma chuva pesada castigava a velha estrada de pedra. Relâmpagos cortavam o céu, iluminando por alguns segundos as árvores retorcidas que cercavam o caminho.

À frente da carruagem, Jacques, o cocheiro de Lady Margareth, segurava firmemente as rédeas.

A água escorria pelo seu rosto e pela aba do velho chapéu.

— Vamos, meus rapazes... continuem... — murmurou ele para os dois cavalos negros.

Dentro da carruagem, protegida da chuva, estava Lady Margareth, uma jovem senhora de família nobre que retornava para sua propriedade depois de uma visita.

Jacques conhecia aquela estrada havia muitos anos.

Mas naquela noite havia alguma coisa diferente.

Então veio o primeiro uivo.

Auuuuuuuuuuuu...

Jacques levantou os olhos.

Outro uivo respondeu, vindo de muito mais longe.

Auuuuuuuuuuuu...

Os cavalos começaram a ficar inquietos.

— Calma... calma... — disse Jacques.

Lady Margareth abriu a pequena janela da carruagem.

— Jacques... eram lobos?

— Sim, milady.

Ela fechou a janela rapidamente.

A chuva aumentou.

A carruagem continuou avançando pela estrada estreita, enquanto os trovões faziam a floresta estremecer.

Foi então que um relâmpago iluminou a estrada.

Um enorme lobo atravessou diante dos cavalos.

— Oh, Deus!

Os animais empinaram-se violentamente.

Jacques puxou as rédeas.

— PAREM! PAREM!

Mas já era tarde.

A carruagem derrapou na lama.

Uma roda passou por cima da margem da estrada.

CRAAAC!

A carruagem perdeu o equilíbrio.

Jacques ainda conseguiu agarrar-se ao assento.

— MILADY! SEGURE-SE!

A carruagem despencou pela encosta.

Lady Margareth gritou.

E então...

SPLAAASH!

A carruagem caiu no rio.

A correnteza naquela noite estava furiosa.

As águas envolveram os cavalos, arrastaram a carruagem e começaram a levá-los para o centro do rio.

Jacques tentou soltar os arreios.

— Vamos! Vamos!

Um dos cavalos desapareceu sob as águas.

Lady Margareth tentou abrir a porta da carruagem, mas a força da correnteza a impedia.

— JACQUES!

— MILADY!

Ele conseguiu quebrar uma das janelas e tentou alcançá-la.

Por um instante, suas mãos se encontraram.

Mas uma nova onda atingiu a carruagem.

A mão de Margareth escapou.

— JACQUES!

A carruagem foi puxada para o fundo.

As lanternas apagaram-se uma depois da outra.

E, em poucos segundos...

tudo desapareceu sob as águas negras.

Jacques ainda lutou contra a correnteza.

Até que uma pedra atingiu sua cabeça.

Tudo ficou escuro.

Horas depois, a tempestade finalmente começou a desaparecer.

O rio seguia seu curso, aparentemente indiferente à tragédia.

Mas, quilômetros abaixo dali, entre árvores e pedras, uma mão surgiu lentamente da água.

Jacques abriu os olhos.

Estava vivo.

Ferido, tremendo e completamente sozinho.

Ele tentou se levantar.

Olhou para o rio.

Nada.

Nem carruagem.

Nem cavalos.

Nem Lady Margareth.

Então ouviu novamente aquele som.

Auuuuuuuuuuuu...

Jacques ficou imóvel.

O uivo vinha da floresta.

Mas desta vez havia algo estranho.

Não parecia um lobo.

Parecia que alguém estava chamando por ele.

E, entre as árvores cobertas pela neblina, Jacques viu uma pequena luz surgindo no escuro...

Uma luz de lanterna.

A mesma lanterna que estava na carruagem de Lady Margareth.

A Carruagem do Rio Negro — Capítulo II: A Mansão

Jacques apertou a lanterna contra o peito.

Era a mesma que havia caído da carruagem durante o acidente. O vidro estava rachado, mas uma pequena chama ainda tremulava dentro dela.

— Lady Margareth!

Nenhuma resposta.

— Milady! Onde está a senhora?

Somente o barulho da chuva entre as árvores respondeu.

Jacques olhou mais uma vez para o rio. A correnteza continuava forte, carregando galhos e folhas.

Ele sabia que não poderia permanecer ali.

Segurando a lanterna, entrou na floresta.

Durante horas caminhou sem saber para onde estava indo.

As árvores eram enormes e tão próximas umas das outras que quase não deixavam a luz da lua passar. A lama prendia suas botas, os galhos rasgavam seu casaco e, de tempos em tempos, Jacques tinha a impressão de ouvir passos atrás dele.

Parava.

Virava-se.

Nada.

Apenas a escuridão.

— Deve ser algum animal...

Continuou andando.

Até que, depois de muito tempo, a floresta começou a ficar menos fechada.

Então Jacques parou.

Diante dele havia um enorme muro de pedra, coberto de musgo e trepadeiras.

Ele seguiu o muro até encontrar um velho portão de ferro.

O portão estava entreaberto.

Jacques empurrou-o lentamente.

Creeeeeeec...

Do outro lado havia uma longa estrada coberta de folhas mortas.

No fim dela, escondida pela neblina, estava uma mansão antiga.

As paredes eram escuras, as janelas estavam quebradas e parte do telhado parecia ter desabado.

Jacques aproximou-se.

— Há alguém aí?

Silêncio.

Ele ergueu a lanterna.

— Senhor! Senhora! Preciso de ajuda!

Nada.

Então...

Arranhão...

Jacques congelou.

O som vinha de algum lugar atrás dele.

Scrrrr... scrrrr...

Como se alguma coisa estivesse arrastando as unhas sobre a pedra.

Ele se virou lentamente.

A luz da lanterna percorreu o caminho.

Nada.

Jacques respirou fundo e continuou.

Chegou à porta principal da mansão.

Tentou a maçaneta.

Trancada.

— Droga...

Bateu três vezes.

TOC... TOC... TOC...

— Tem alguém aí?

Nenhuma resposta.

Foi quando ouviu novamente.

Arrasto...

Desta vez muito mais perto.

Jacques virou-se bruscamente.

A luz da lanterna percorreu o corredor externo.

Nada.

Apenas a neblina.

Ele voltou-se para a porta.

E então...

CLIC.

A fechadura se abriu sozinha.

Jacques ficou imóvel.

A porta começou a se mover lentamente.

Creeeeeeec...

Um salão enorme apareceu diante dele.

Completamente escuro.

Velhos móveis cobertos por lençóis.

Retratos antigos nas paredes.

Uma enorme escadaria subindo para o andar superior.

E uma lareira apagada.

Jacques entrou.

— Com licença...

Sua voz ecoou pelo salão.

— Há alguém aqui?

Ninguém respondeu.

Ele ergueu a lanterna.

— Eu sofri um acidente no rio. Minha patroa, Lady Margareth, desapareceu. Preciso de ajuda.

O silêncio continuava.

Jacques deu mais alguns passos.

Então ouviu alguma coisa.

Toc...

Ele parou.

Toc...

O som vinha do andar de cima.

Jacques levantou lentamente a lanterna para a escadaria.

— Lady Margareth?

Nada.

Então, no alto da escada...

uma porta se fechou sozinha.

BAM!

Jacques recuou.

E naquele mesmo instante, vindo de algum lugar dentro da mansão, uma voz muito baixa sussurrou:

— Jacques...

O velho cocheiro ficou completamente imóvel.

Ele conhecia aquela voz.

Era impossível.

Mas não havia dúvida.

Era a voz de...

Lady Margareth.

A Carruagem do Rio Negro — Capítulo III: A Criatura

Jacques percorreu os corredores da velha mansão.

A chama da lanterna tremia em sua mão.

O corredor parecia não ter fim. De cada lado havia portas fechadas, algumas cobertas por teias de aranha. Retratos antigos observavam Jacques em silêncio, seus rostos envelhecidos pela umidade e pelo tempo.

— Lady Margareth?

Nada.

— Milady!

Somente o eco respondeu.

Jacques continuou caminhando.

Então percebeu algo estranho.

Entre duas pedras da parede havia uma pequena fresta.

Ele aproximou a lanterna.

De dentro vinha uma voz.

Baixa.

Profunda.

Quase como se várias pessoas falassem ao mesmo tempo.

Jacques aproximou o ouvido.

— ...e foi assim que eu nasci...

O cocheiro ficou imóvel.

A voz continuou:

— Não nasci de uma mãe. Não fui criado por mãos humanas. Eu nasci do primeiro assassinato.

Jacques sentiu um arrepio percorrer seu corpo.

A voz parecia contar uma história que existia muito antes daquela mansão.

— Quando o primeiro homem levantou a mão contra outro homem... quando o primeiro sangue inocente tocou a terra... algo nasceu naquele instante.

Uma pausa.

— Um sentimento.

Jacques apertou a lanterna.

— Primeiro fui apenas uma pequena sombra... um pensamento de ódio... uma vontade de vingança.

A voz tornou-se mais forte.

— Mas cada morte me alimentava.

TUM...

Jacques ouviu alguma coisa bater do outro lado da parede.

— Cada assassinato me fazia crescer.

TUM... TUM...

— Cada lágrima...

Silêncio.

— Cada grito...

A chama da lanterna oscilou.

— Cada coração tomado pelo ódio...

A voz sussurrou:

— Era alimento para mim.

Jacques deu um passo para trás.

A criatura continuou:

— Passei de homem para homem. De família para família. De geração para geração. Eu entrava nos pensamentos daqueles que carregavam ódio em seus corações...

A voz começou a rir baixinho.

— E eles começaram a ouvir minha voz.

Jacques ficou pálido.

— Alguns enlouqueciam.

A voz ficou mais grave.

— Outros matavam.

Mais uma pausa.

— Alguns acreditavam que eu era um demônio.

Um som semelhante a uma respiração pesada veio da fresta.

— Mas eu não precisava ser um demônio.

"Eu apenas precisava que eles acreditassem que seus pensamentos mais sombrios eram deles próprios."

Jacques afastou-se lentamente.

— Quem é você?

A voz ficou em silêncio.

Então respondeu:

— Eu sou aquilo que cresce quando o homem abandona a razão.

Jacques olhou para a fresta.

— Onde está Lady Margareth?

Por alguns segundos, nada.

Então veio uma resposta:

— Ela também me ouviu.

Jacques sentiu o coração disparar.

— Não!

A voz continuou:

— Quando a carruagem caiu no rio, ela não morreu.

Jacques aproximou-se novamente.

— Onde ela está?!

A criatura soltou uma risada baixa.

— Você veio até esta casa procurando sua senhora...

A voz ficou quase inaudível.

— Mas talvez tenha sido ela quem trouxe você até mim.

Jacques ficou imóvel.

Nesse instante, ouviu atrás de si um ruído.

Arrrrast...

Ele virou-se.

Nada.

Quando voltou os olhos para a fresta, percebeu algo que não havia notado antes.

Havia uma pequena inscrição gravada na pedra.

Jacques aproximou a lanterna.

E leu:

"Aquele que entrar nesta casa carregando ódio abrirá a porta."

A chama da lanterna se apagou.

E, no corredor completamente escuro, a voz sussurrou ao ouvido de Jacques:

— Você trouxe algum ódio com você, Jacques?

A Carruagem do Rio Negro — Capítulo IV: O Olho na Escuridão

Jacques mal teve tempo de respirar.

Então, dentro da fresta da parede, algo se moveu.

Primeiro apareceu uma pequena luz.

Depois, lentamente...

um olho gigantesco se abriu.

Era grande demais para pertencer a qualquer ser humano. A íris era negra, profunda, quase sem vida. O olho se moveu lentamente até encontrar Jacques.

E ficou olhando diretamente para ele.

Jacques deu um passo para trás.

— Meu Deus...

O olho piscou.

Uma vez.

Duas vezes.

E então a criatura sussurrou:

— Jacques...

O cocheiro virou-se e correu.

— Aaaah!

Seus passos ecoaram pelos corredores.

Atrás dele começaram a surgir sons de pés arrastando-se pelo chão.

Arrast... arrast... arrast...

Jacques olhou para trás.

Das portas e dos corredores começaram a aparecer figuras humanas.

Eram mortos-vivos.

Homens e mulheres vestidos com roupas antigas, rostos pálidos, olhos vazios. Alguns caminhavam lentamente; outros rastejavam pelo chão, tentando alcançar Jacques.

— Não!

Jacques acelerou.

Virou um corredor.

Depois outro.

Mas as criaturas continuavam atrás dele.

Então ouviu um enorme rugido acima de sua cabeça.

RRRRAAAAAAAHHH!

Jacques levantou os olhos.

Uma cabeça gigantesca e flutuante surgiu no corredor.

Era uma cabeça deformada, sem corpo, coberta por sombras. Dois enormes olhos negros observavam Jacques.

A boca se abriu lentamente.

Jacques tentou fugir.

Mas tropeçou.

THUMP!

Caiu violentamente no chão.

A lanterna rolou para longe.

A criatura aproximou-se

A enorme cabeça ficou pairando sobre ele.

Jacques tentou recuar, mas não conseguia se levantar.

Os olhos sombrios da criatura fixaram-se nele.

Ela abriu a boca.

E, antes que pudesse atacá-lo...

uma fumaça negra surgiu atrás dela.

Um vulto humano, completamente escuro, apareceu por apenas alguns segundos.

Parecia feito de fumaça.

Não tinha rosto.

Não tinha olhos.

Apenas uma silhueta negra envolta por uma névoa escura.

A criatura gigante virou-se.

O vulto desapareceu.

Puf!

Como se nunca tivesse existido.

Nesse mesmo instante, uma voz feminina ecoou pelo corredor:

— BASTA!

Todos os mortos-vivos pararam.

A enorme cabeça recuou.

Jacques levantou os olhos.

No fim do corredor, iluminada pela luz que entrava de uma janela quebrada, estava uma mulher.

Vestido molhado.

Cabelos sobre os ombros.

O rosto pálido.

Mas Jacques reconheceu imediatamente.

— Lady Margareth!

Ela caminhou lentamente em sua direção.

Os mortos-vivos começaram a recuar.

A enorme cabeça soltou um grito terrível e desapareceu dentro das sombras.

As criaturas fugiram pelos corredores, portas se fechando uma após outra.

Em poucos segundos...

Jacques e Margareth estavam sozinhos.

Jacques tentou se levantar.

— Milady... eu pensei que a senhora tivesse morrido no rio!

Margareth olhou para ele.

Seus olhos estavam cheios de lágrimas.

— Eu também pensei que tivesse morrido.

Jacques respirou aliviado.

Mas então percebeu algo.

Lady Margareth estava completamente seca.

Nem uma gota de água em seu vestido.

E atrás dela, no chão do corredor...

não havia pegadas.

Jacques olhou para os pés dela.

Depois para o rosto.

Margareth percebeu.

E apenas sussurrou:

— Jacques... não faça perguntas ainda. Precisamos sair desta casa antes que ele volte.

A Carruagem do Rio Negro — Capítulo V: A Mulher de Branco

Lady Margareth segurou o braço de Jacques e o conduziu pelos corredores da mansão.

— Venha. Não olhe para trás.

Jacques obedeceu.

Atravessaram o salão vazio, passaram pela porta principal e chegaram ao jardim.

A neblina havia tomado toda a propriedade.

Quando chegaram ao velho portão de ferro, Jacques percebeu algo que o deixou perplexo.

Do outro lado estava uma carruagem, puxada por um único cavalo negro.

— Como isso é possível? — perguntou ele. — De onde veio essa carruagem?

Margareth não respondeu.

Jacques aproximou-se.

— Milady, venha comigo. Podemos fugir juntos.

Ele abriu a porta da carruagem e olhou para trás.

Lady Margareth havia desaparecido.

— Milady?

Jacques correu alguns passos pelo jardim.

— LADY MARGARETH!

Nada.

Então sua voz surgiu da neblina:

— Vá, Jacques... você não pertence a este lugar.

— Não!

Ele olhou desesperadamente para todos os lados.

— Venha comigo, my Lady!

Silêncio.

Então, mais distante:

— Vá, Jacques...

— Não vou deixá-la!

— Vá...

Jacques ficou parado, com lágrimas nos olhos.

Por fim, subiu na carruagem.

Pegou as rédeas e começou a partir.

A carruagem atravessou o portão.

Jacques olhou uma última vez para a mansão.

Foi então que viu algo surgir ao lado de Lady Margareth.

Uma criatura sombria.

Alta, magra, envolta em fumaça negra.

Seu rosto permanecia quase completamente oculto pela escuridão.

Mas havia uma coisa perfeitamente visível:

um sorriso terrível.

Lady Margareth permaneceu imóvel.

— Deixe-o ir.

A criatura virou lentamente o rosto para ela.

— Já tenho aquilo de que preciso.

Seu sorriso aumentou.

— Ele contará o que viu.

A criatura olhou para a estrada por onde Jacques desaparecia.

— Contará sobre esta casa... sobre mim... sobre a noite em que encontrou a escuridão.

A voz ecoou pela floresta.

— E quanto mais ele contar...

As sombras ao redor começaram a se espalhar.

— Mais minha história crescerá.

A criatura aproximou-se de Margareth.

— E o medo será meu guia.

Ela parou diante dela.

— Meu caminho.

Uma rajada de vento atravessou o jardim.

— Minha porta de entrada para o mundo dos vivos.

Margareth recuou.

A criatura estendeu a mão.

— E você...

O sorriso tornou-se ainda mais sombrio.

— Agora me pertence.

Margareth fechou os olhos.

A criatura sussurrou:

— Nas estradas, quando a noite cair...

A neblina envolveu seu corpo.

— Quando uma carruagem passar sozinha...

O rosto da criatura desapareceu na escuridão.

— Quando os cavalos sentirem que há alguém caminhando atrás deles...

Um último sussurro:

— Eles verão a Mulher de Branco.

A criatura desapareceu.

Lady Margareth permaneceu sozinha diante da mansão.

Então sua aparência mudou.

Seu vestido tornou-se completamente branco.

Seus cabelos cobriram parte do rosto.

E ela levantou lentamente a cabeça.

Ao longe, Jacques conduzia a carruagem pela estrada.

De repente, ouviu uma risada distante.

Há... há... há... ha...

Ele puxou as rédeas.

Os cavalos se assustaram.

Jacques olhou para trás.

Nada.

Somente a estrada coberta pela neblina.

Mas, muito longe, quase invisível sob a luz da lua...

uma mulher vestida de branco estava parada no meio da estrada.

E, desde aquela noite, começaram a surgir histórias sobre uma misteriosa mulher que aparecia nas estradas durante tempestades.

Diziam que os cocheiros ouviam u

ma voz chamando pelo nome deles.

Diziam que os cavalos paravam diante de uma mulher vestida de branco.

E diziam que, quando alguém parava a carruagem para ajudá-la...

a estrada nunca mais era a mesma.

Quanto a Jacques...

Ele sobreviveu.

Mas carregou consigo a história daquela noite pelo resto da vida.

E toda vez que alguém perguntava sobre a velha mansão, Jacques apenas respondia:

— Não procurem aquela casa. Algumas histórias foram feitas para permanecer enterradas.

Fim......... será? Ha ha ha ha.......

Thoughts

  • oquefaltadizer

    Ficou faltando o segundo cavalo. Um sumiu no rio, o outro eu perdi de vista, e no fim aparece um cavalo negro sozinho no portão.

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  • uemerson

    Conto bem envolvente e detalhado.

    Permalink
  • Clara_V

    Mulher de Branco no fim eu não esperava kkk jurava que a Margareth ia salvar o Jacques e pronto

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    Biografia Tenho 43 anos, nasci e cresci na cidade de Embu das Artes, formei-me em História e, atualmente, sou professor de leitura. A literatura é uma das tantas peças do meu ser público tanto quanto é parte dos meus ritos privados. Acho que o mundo gira porque gostamos de uma boa história. Eu gosto, e quis ver como é a outra ponta do livro. Espero que a minha história seja boa. Ela é sombria, de terror, irônica, necessária e visceral.

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