Essa coisa de nunca ser a poesia, sempre o poeta, me fez pensar em como a gente transforma as pessoas terríveis em personagens. Aposto que quem lê isso reconhece alguém em cada verso que você escreveu.
A maldição do poeta 💭
Que maldição é esta,
In groups
Pensamento
Essa coisa de nunca ser a poesia, sempre o poeta, me fez pensar em como a gente transforma as pessoas terríveis em personagens. Aposto que quem lê isso reconhece alguém em cada verso que você escreveu.
Conteúdo da publicação
Que maldição é esta,
a do poeta?
De sempre ser o poeta
e nunca a poesia?
De encontrar beleza
nas mais horríveis criaturas,
de enxergar flores
onde todos só veem espinhos,
e acabar se apaixonando
justamente pelos piores.
Então o poeta escreve.
Transforma suas dores em versos,
seus amores em poesia,
e aqueles que o machucaram
nas mais belas artes
que suas mãos poderiam criar.
Talvez seja essa a maldição:
o poeta nunca fica
com sua própria poesia.
Fica apenas
com a lembrança
daquilo que poderiam ter sido.
Às vezes,
eu não queria ser poeta.
Queria ser poesia.
Queria ser aquela pessoa
que alguém olha
e decide transformar em versos.
Queria ser a inspiração,
o motivo de uma página,
a razão de alguém escrever
sobre amor.
Mas, infelizmente,
a maldição do poeta
é sempre ser o artista
e nunca ser a arte.
Thoughts
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PermalinkParece que você já amou alguém que sabia exatamente o poder que tinha sobre você. Aposto que foram versos bonitos e doloridos.
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PermalinkMeu deusss, amei!!
Isso é algo com que eu concordo muito e que sempre penso também, inclusive, tenho um poema que diz “Mas tudo bem; se não vira amor — vira poema.”
E é literalmente isso que você falou, a gente transforma até as coisas mais dolorosas em algo belo, acho isso uma bênção e uma maldição ao mesmo tempo.
Já vi muitos poemas seguindo essa ideia de “sempre poeta e nunca a poesia”, mas a maioria acaba sendo meio genérica. Mas o seu mostra justamente o contrário, o poeta também vira poesia, seja através dele mesmo ou através de outros poetas.
Acho muito bonita essa parte da nossa comunidade , a gente consegue se identificar e simpatizar uns com os outros justamente porque compartilhamos experiências parecidas, no fim das contas os poemas acabam sendo sobre os próprios poetas também, mesmo quando não foram escritos sobre eles.
E quero elogiar sua forma de escrever, deixou o poema confortável de ler, e você não descreveu de forma genérica.
Enfim, amei muito o poema!!!!!!
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PermalinkO poeta que se apaixona pelos piores é um vilão que ninguém quer ver sofrer. Esse é o melhor tipo de personagem.
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PermalinkToda menina criativa vira isso em algum momento. Sente tudo e escreve sobre tudo exceto o que importa.
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PermalinkEssa coisa de nunca ser a poesia, sempre o poeta, me fez pensar em como a gente transforma as pessoas terríveis em personagens. Aposto que quem lê isso reconhece alguém em cada verso que você escreveu.
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PermalinkUm artista nato, condenado a ser a caneta que não vive as histórias que escreve.
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PermalinkGostei muito dessa imagem. De ser poeta e nunca poesia. A gente carrega quem nos quebra e faz verso com a dor.
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Biografia Tenho 43 anos, nasci e cresci na cidade de Embu das Artes, formei-me em História e, atualmente, sou professor de leitura. A literatura é uma das tantas peças do meu ser público tanto quanto é parte dos meus ritos privados. Acho que o mundo gira porque gostamos de uma boa história. Eu gosto, e quis ver como é a outra ponta do livro. Espero que a minha história seja boa. Ela é sombria, de terror, irônica, necessária e visceral.