Sentar diante do Diabo
não é apenas encarar o mal,
é ver refletida na sua face
a tempestade que habita a mente.
A depressão não grita,
ela sussurra em silêncio,
um eco que se repete sem fim,
um labirinto de sombras sem saída.
Mas quando o medo se dissolve,
quando o coração aprende a rir da escuridão,
a alma se ergue e declara:
“Deus está comigo.”
Nesse instante, o espinho não é dor,
é muralha, é autodefesa,
é a lembrança de que até a fragilidade
pode se tornar força.
A guerra parece eterna,
como se o tempo fosse um inimigo,
mas há uma chama que insiste,
um fogo que não se apaga.
Pois cada noite é apenas prelúdio
do amanhecer que virá,
e cada lágrima caída
é semente de coragem.
O Diabo pode sentar à mesa,
pode olhar nos olhos e sorrir,
mas quem carrega a luz no peito
não se curva à escuridão.
E mesmo quando a batalha
parece não ter fim,
há uma certeza que sustenta:
a eternidade não pertence às trevas,
mas ao sol que renasce
dentro de quem escolhe acreditar.