(Intro – suave, quase sussurrado)
Yeah…
Nem tudo que é arte tá na parede… às vezes… respira.
(Verso 1)
Ela não entra no ambiente, ela muda o cenário
Tipo quadro caro pendurado no imaginário
Traço fino, mas não cabe em geometria
É curva que desafia qualquer teoria
Esculpida no tempo, sem molde, sem cópia
Detalhe por detalhe, tipo obra barroca
Mas não é estátua fria, ela sente, ela vive
E cada movimento dela… é algo que eu escrevo
Olho nela e vejo cor onde era cinza
Tipo tinta derramada salvando minha vida
Ela é caos organizado, paradoxo perfeito
Erro que virou arte dentro do meu peito
(Pré-refrão)
E eu tentando decifrar…
Mas arte não se explica, só se deixa tocar
(Refrão)
Ela é museu aberto, eu me perco na visão
Cada passo dela é tipo uma exposição
Obra rara, impossível de copiar
Se o mundo fosse cego… ainda ia sentir ela no ar
Ela é mármore e chama ao mesmo tempo
Fria no toque, mas queima por dentro
Não é só beleza, é sensação
Ela não é minha… mas mora em cada canção
(Verso 2)
Se fosse escultura, eu seria o silêncio do salão
Só pra ver ela parada dominando a atenção
Se fosse pintura, eu seria a moldura
Só pra ter o privilégio de guardar sua estrutura
Mas ela é além, não cabe em definição
É tipo verso que foge da própria intenção
Tem sombra e luz brigando no olhar
Tipo noite e amanhecer no mesmo lugar
E eu? Só mais um tentando entender
Como algo tão lindo consegue doer
Porque beleza assim não vem sem perigo
É tipo arte cara… que eu só admiro
(Ponte – mais emocional)
E se quebrar…
Mesmo em pedaços ainda vai ser perfeita
Porque arte de verdade…
Nem o tempo rejeita
(Refrão final – mais forte)
Ela é museu aberto, eu me perco na visão
Cada passo dela é tipo uma exposição
Obra viva, impossível de explicar
Não foi feita pro mundo… o mundo que tenta alcançar
Ela é mármore e chama ao mesmo tempo
Calma por fora, mas caos por dentro
Não é só rosto, corpo ou expressão
Ela é arte viva… fora de qualquer padrão
(Outro – suave)
E eu nem sei se isso é amor…
Ou só eu…
Perdido dentro da obra mais bonita que eu já vi.