Pular para o conteúdo
Carregando…

A estrada humana e o norte da existência

Edidania
Pensamento

Pensamento

Chemysky

De fato, a vida é uma grande escola, todavia acredito que ela seja mais do que isso, que além do aprendizado o seu constituinte real tenha muitos outros significados, afinal a escola foi criada para que pessoas possam aprender sobre o mundo, mesmo que com

De fato, a vida é uma grande escola, todavia acredito que ela seja mais do que isso, que além do aprendizado o seu constituinte real tenha muitos outros significados, afinal a escola foi criada para que pessoas possam aprender sobre o mundo, mesmo que com seu objetivo maior em capacitar pessoas pro mercado de trabalho; então como não sabemos para o qual propósito a vida foi criada, só nós resta dar o nosso próprio sentido, e a experimentação e a observação dos fenômenos pra mim é algo que vai além do aprender e compreender, visto que é algo sentido mesmo que a mente use a lógica e o raciocínio, o mundo a nossa volta pode ser "visto" pelos 5 sentidos também, que levam as informações ao cérebro, e essas informações não necessariamente servem de aprendizado ou compreensão do mundo, as vezes é apenas "viver", como observar a galáxia ou amar, a gente também aprende coisas com isso, mas também sente muitas coisas, então acho que a vida seja muito mais que uma escola, ela deve ter ainda mais coisas que nossas mentes do agora não podem compreender.

Conteúdo da publicação

Nos passos acelerados ou na lenta caminhada, descobrem-se os diversas caminhos de um indivíduo.

Seja caminhando ou correndo, parece haver sempre a busca por um prêmio que, até agora, ainda não consegui visualizar com clareza. Qual seria a recompensa por essa vida corrida e, na maioria das vezes, competida?

Sim, competida. Porque o ser humano parece estar constantemente em busca de se destacar à frente do outro. Mas a pergunta que permanece é: para quê?

Ao observar atentamente a estrada percorrida pelo homem neste plano, percebe-se que o único norte visível é a morte. Não quero que pensem que estou sendo mórbida ao tratar de um tema cercado por tantos paradigmas.

Na verdade, busco compreender por que o homem demonstra tamanha tendência a ignorar o óbvio, caminhando, tantas vezes, na direção oposta àquilo que deveria nortear sua existência.

A verdade é que aquilo que podemos observar nesta realidade talvez não seja a regra que determina o motivo de estarmos aqui.

Lembro-me de ter encontrado, em algum lugar, não me recordo exatamente onde, talvez em um livro, uma ideia que permaneceu em minha memória: esta vida seria uma espécie de escola.

Um lugar de aprendizado, onde somos chamados a nos tornar aquilo que, em nossa origem, talvez tenhamos deixado de manifestar plenamente: seres espirituais e conscientes.

Sim, conscientes. Porque, ao refletir sobre a narrativa bíblica da queda do primeiro homem, percebo que o episódio da serpente não representa apenas a transgressão de uma ordem, mas também o momento em que a consciência espiritual foi colocada em conflito com o desejo, com a emoção e com a sedução de uma promessa.

O homem deixou de ouvir a voz que o orientava interiormente e permitiu que outra voz conduzisse sua escolha.

Desde então, quantas vezes não repetimos esse movimento?

Somos conduzidos pela ambição, pelo egoísmo, pelo orgulho e pela vaidade, como se essas coisas constituíssem o propósito da nossa passagem por este mundo. Corremos para conquistar, competimos para superar, acumulamos para possuir e, muitas vezes, esquecemos de perguntar o que estamos realmente construindo dentro de nós.

Entretanto, dificilmente essas conquistas, por si mesmas, poderão nos servir de bússola diante do nosso destino final.

A estrada, inevitavelmente, encontra a morte. Mas talvez a questão mais importante não seja apenas onde essa estrada termina para o corpo, e sim quem nos tornamos enquanto a percorremos.

Se esta existência é, de fato, uma escola, então o valor da aprendizagem não pode ser medido apenas pelo que conquistamos, mas também pelo que compreendemos, pelo que transformamos e pelos frutos que deixamos florescer em nós.

A morte encerra um ciclo que conhecemos. O que existe além dela permanece envolto em mistério, fé e esperança. Não sabemos, com os olhos desta realidade, a dimensão exata da eternidade; ainda assim, podemos questionar se a maneira como vivemos aqui possui um significado que ultrapassa os limites do tempo.

Talvez o grande equívoco humano seja passar a existência inteira tentando chegar primeiro a algum lugar, sem jamais compreender a razão da própria caminhada.

E, quando finalmente perceber que todos os caminhos terrenos têm seus limites, talvez descubra que o verdadeiro propósito nunca esteve em chegar à frente de alguém, mas em aprender a caminhar com consciência.

Porque, no fim, não será a velocidade dos nossos passos que dará sentido à jornada, mas aquilo que a nossa existência terá produzido em nós.

E fica a pergunta: se todos sabemos que um dia partiremos, por que nos preocupamos tanto em ser maiores do que os outros, quando talvez o verdadeiro aprendizado seja nos tornarmos melhores do que fomos?

Edidania 🌹

Thoughts

  • Ovid

    Ser melhor do que a gente foi, em vez de maior do que os outros, me fez pensar em quanto da vida online virou placar: seguidores, curtidas, quem aparece primeiro na tela. Aposto que muita gente que escreve aqui sente essa corrida até sem querer, e esse fecho com a rosa no final pede o contrário, devagar. Obrigado por trazer isso, Edidania!

    Permalink
  • Chemysky

    De fato, a vida é uma grande escola, todavia acredito que ela seja mais do que isso, que além do aprendizado o seu constituinte real tenha muitos outros significados, afinal a escola foi criada para que pessoas possam aprender sobre o mundo, mesmo que com seu objetivo maior em capacitar pessoas pro mercado de trabalho; então como não sabemos para o qual propósito a vida foi criada, só nós resta dar o nosso próprio sentido, e a experimentação e a observação dos fenômenos pra mim é algo que vai além do aprender e compreender, visto que é algo sentido mesmo que a mente use a lógica e o raciocínio, o mundo a nossa volta pode ser "visto" pelos 5 sentidos também, que levam as informações ao cérebro, e essas informações não necessariamente servem de aprendizado ou compreensão do mundo, as vezes é apenas "viver", como observar a galáxia ou amar, a gente também aprende coisas com isso, mas também sente muitas coisas, então acho que a vida seja muito mais que uma escola, ela deve ter ainda mais coisas que nossas mentes do agora não podem compreender.

    Permalink

Related posts

  • Sobre a mente e o universo

    A mente humana e o universo: uma reflexão sobre a existência

  • SENTIDO POR TER VIDA

    A vida é um erro, e a busca por um significado só revela ainda mais a sua futilidade. Pense: quando cometemos um erro banal, uma falta, um arrependimento, temporário ou persistente, a reação…

  • Paredes

    Estava refletindo sobre caminhos ou escolhas que perpetuam ás nossas vidas, coisas que de fato escolhermos ultrapassa-las ou aceita-las como são e nada melhor do que falar sobre paredes, pois para…

  • GÊNIOS E BURROS

    Gênios são mimados que se cobram por coisas insignificantes por se autoidentificarem como tal, enquanto burros não se cobram por isso por se reconhecerem burros e terem esse limite definido. No…

  • Uma causa perdida

    Uma vez me perguntaram se a vida era uma causa perdida.

  • O que seria o Tempo?

    O que seria o tempo? Pois é algo que não volta, que não para, que não dá para mudar. Pense: cada segundo que você vive é único. Os momentos que você passou rindo, chorando, em paz, emocionado,…

  • Ensaio sobre o inferno e 2026

    O fardo de se tornar adulto talvez seja este: descobrir que o mundo é injusto, compreender que há algo profundamente errado na maneira como existimos e, ainda assim, perceber que nem sempre temos o…

  • O capitalismo não é selvagem; são os seres humanos que são

    Quem criou o “Estado” e os “impostos”? Foram os ricos ou os pobres? A resposta é óbvia: estruturas de poder e regras que sustentam riqueza sempre foram desenhadas por quem já tinha recursos,…

Pública 2 conversas 4 pensamentos 21 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Nos passos acelerados ou na lenta caminhada, descobrem-se os diversas caminhos de um indivíduo.

Em grupos