Entre encontros escondidos e despedidas apressadas,carrego no peito um amor sem nome, um sentimento que floresce em silêncio e murcha diante da luz do dia.
Sou a espera que não aparece nas fotografias,
o abraço que não pode ser anunciado,
a história contada em sussurros,
guardada entre portas fechadas e promessas incompletas.
Há carinho, há desejo, há momentos verdadeiros,
mas também há ausências que pesam.
Porque amar pela metade
é sentir o coração inteiro pedir espaço
onde nunca poderá morar.
Enquanto o mundo segue seu curso,
fico entre a esperança e a renúncia,
entre o querer ficar e a necessidade de partir.
E nessa luta silenciosa,
a maior dor não é amar.
A maior dor é descobrir,
dia após dia,
que nem todo amor encontra um lugar
onde possa existir sem esconder-se.