Eu ainda lembro,
lembro de você, da nossa troca de afeto,
das conversas na calçada.
Sabia que ia ser difícil
não pensar em você toda vez que escrever.
Acorda e deixa eu te perguntar:
o que eu fiz para te afastar?
Lembro do seu jeito singelo de antes,
daquele amor constante.
Não, não me deixe, não…
lembro da nossa dança até o anoitecer.
Farei dizer o quanto se orgulha de mim.
Será que daí de cima cê tá ouvindo?
Será que tá se orgulhando?
Será que, assim como eu,
sente saudade de um abraço quentinho?
Oh, meu Deus, por que teve que ser assim?
Por que tirar tão cedo de mim
E eu fiquei aqui, com tanta coisa guardada,
com palavras presas e a alma apertada.
Tentando aceitar o que não posso mudar,
aprendendo, aos poucos, a sentir sem te abraçar.
Se existir um jeito de o meu amor chegar aí,
que ele leve tudo o que eu não consegui dizer aqui.
E se algum dia você puder me ouvir,
saiba que sigo tentando.
Porque, no fundo, ainda escrevo por nós dois,
na esperança de que, em algum lugar,
você reconheça a minha voz.
E quando eu conseguir realizar tudo aquilo que sonhei,
espero que você veja o quanto eu lutei.
Que, mesmo com a sua ausência, eu não desisti…