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Voltando ao tempo... Sensível

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a parte que ficou em mim foi a da filha ideal, a que nunca deu dor de cabeça. você faz a pergunta e responde ali mesmo, sem rodeio, e é a parte mais dura de ler. reparei também que você chamou isso de testemunho e não de desabafo, e dá pra ver que foi esc

a parte que ficou em mim foi a da filha ideal, a que nunca deu dor de cabeça. você faz a pergunta e responde ali mesmo, sem rodeio, e é a parte mais dura de ler. reparei também que você chamou isso de testemunho e não de desabafo, e dá pra ver que foi escrito pra quem está do outro lado lendo. escrever costuma ser onde isso vai parar pra você?

Conteúdo da publicação

Há três anos, eu frequentava um colégio que mais parecia um hospício. Sofri com assédio desde o sexto ano do fundamental, suportando tudo em silêncio, acreditando que minha quietude traria a paz.

Os anos transcorreram, e a situação só se agravou. Perdi minhas únicas amigas, que se revelaram falsas. Fiquei isolada, sem apoio, e minha saúde mental foi seriamente afetada. Eu me envolvia em confusões constantemente, chorava sem razão aparente e passava as noites em claro.

Você sabe por que eu suportava tudo calada? Porque eu era vista como a filha "ideal", aquela que nunca deu dor de cabeça. No entanto, é claro, eu já sofria há muito tempo. Ao chegar no terceiro ano do ensino médio, decidi que era o momento de expor tudo. Imaginei que isso traria solução, mas não foi o que aconteceu. Minha mãe me retirou da escola, e passei a estudar no período noturno. Não foi simples, pois eu já me sentia esgotada. Eu me machucava, ingeria múltiplos medicamentos simultaneamente e realizava atos que você, leitor, é melhor nem conhecer.

Retornando à linha do tempo, iniciei meu acompanhamento com um psicólogo e, posteriormente, com um psiquiatra. Recebi o diagnóstico de transtorno de ansiedade e depressão. Mais medicamentos, é claro. Agora, com a "combinação infalível" da desventura, estou conformada.

Passaram-se alguns anos, e chegamos a 2026... Fui novamente diagnosticada, desta vez com transtorno bipolar. Não tenho certeza de como será, pois é algo muito recente. Este é o meu testemunho para aqueles que vivenciaram ou estão passando por situações semelhantes às minhas.

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  • janelaAberta

    a parte que ficou em mim foi a da filha ideal, a que nunca deu dor de cabeça. você faz a pergunta e responde ali mesmo, sem rodeio, e é a parte mais dura de ler. reparei também que você chamou isso de testemunho e não de desabafo, e dá pra ver que foi escrito pra quem está do outro lado lendo. escrever costuma ser onde isso vai parar pra você?

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Há três anos, eu frequentava um colégio que mais parecia um hospício. Sofri com assédio desde o sexto ano do fundamental, suportando tudo em silêncio, acreditando que minha quietude traria a paz.

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