[Intro — Piano sombrio, ruído ambiente e voz baixa]
Relógios derretem sobre a parede,
Café esquecido esfria em minhas mãos.
Olhos ardendo sob a luz da tela,
Minha sombra cresce pelo chão.
Mais uma noite, mais uma promessa,
Mais um segundo que eu deixo escapar.
O mundo inteiro exige respostas,
Mas minha mente não consegue acompanhar.
[Verse 1 — Guitarra limpa, bateria contida]
Cada clique carrega uma tonelada,
Cada linha me afasta de mim.
A tela me encara, exige mais horas,
Como se esse esforço não tivesse fim.
Meu corpo implora por uma pausa,
Minha cabeça ordena continuar.
Eu digo a mim mesmo: "Só mais um pouco",
Mas já nem sei quando vou terminar.
Rosto azulado na madrugada,
Cadeira e sombras, meu mundo se fechou.
Eu visto um sorriso perfeitamente ensaiado,
Enquanto o silêncio grita o que restou.
[Pre-Chorus — Baixo crescente, voz carregada]
E quanto mais eu tento, menos eu me encontro,
Quanto mais eu corro, mais distante estou.
Procuro uma resposta no meio do caos,
Mas até minha própria voz se apagou.
[Chorus — Guitarras distorcidas, bateria explosiva]
LOOP INFINITO!
Eu corro, mas não saio do lugar!
Mil pensamentos gritando em minha mente,
Mil obrigações querendo me afogar!
Se eu acerto, digo: "Foi só sorte!"
Se eu erro, não consigo me perdoar!
Quem sou eu nesse labirinto?
Uma voz que já cansou de se explicar!
LOOP INFINITO!
Quantas voltas mais eu vou precisar?
Se eu vivo tentando ser perfeito,
Quando é que eu vou poder respirar?
[Verse 2 — Riff pesado, vocal mais agressivo]
Todos me olham, eu sinto o peso,
Até um elogio me faz duvidar.
Se dizem que eu fiz alguma coisa bem,
Minha mente encontra um jeito de negar.
"Está tudo bem?" — eu digo que sim,
Escondendo o caos atrás de um sorriso.
Construo muralhas com minhas tarefas,
E me perco no próprio labirinto.
Comparo meus passos com vultos na tela,
Vitórias alheias viram minha medida.
Eu conto conquistas, mas nunca são minhas,
Sempre falta alguma coisa na minha vida.
[Pre-Chorus 2 — Voz dobrada, bateria acelerando]
Meu reflexo pergunta quem eu sou,
Meu próprio rosto parece desconhecido.
O sono se perde, o tempo dispara,
E eu continuo correndo, exausto e perdido.
Mais um passo!
Mais uma meta!
Mais uma noite sem conseguir parar!
Se eu sou tão forte quanto todos dizem,
Por que é tão difícil simplesmente descansar?
[Chorus — Banda completa, vocal rasgado]
LOOP INFINITO!
Eu corro, mas não saio do lugar!
Mil pensamentos gritando em minha mente,
Mil obrigações querendo me afogar!
Se eu acerto, digo: "Foi só sorte!"
Se eu erro, não consigo me perdoar!
Quem sou eu nesse labirinto?
Uma voz que já cansou de se explicar!
LOOP INFINITO!
Quantas voltas mais eu vou precisar?
Se eu vivo tentando ser perfeito,
Quando é que eu vou poder respirar?
[Bridge — Voz grave, quase sussurrada]
Os instrumentos desaparecem. Som de relógio.
Vai falhar...
Vão te julgar...
Nunca é bastante...
Tente outra vez...
Cada elogio acende uma dúvida,
Cada conquista parece desaparecer.
Eu me escondo atrás de mil desculpas,
Com medo de alguém me conhecer.
Pausa instrumental.
Mas quem foi que escreveu essas regras?
Quem decidiu quanto eu devo valer?
Por que eu preciso vencer todos os dias
Pra acreditar que mereço viver?
[Breakdown — Bateria crescente, guitarra grave e cordas tensas]
Voz falada, aumentando a intensidade:
EU NÃO SOU UMA MÁQUINA!
EU NÃO SOU MEUS RESULTADOS!
EU NÃO SOU CADA ERRO
QUE O MUNDO JOGOU NOS MEUS BRAÇOS!
Guitarra entra com tudo.
AAAAAAAAAAAH!
AAAAAAAH!
AAAAAAAH!
Riff sincopado, bateria em ritmo de marcha.
CHEGA DE CORRER
SEM SABER PRA ONDE IR!
CHEGA DE ME COBRAR
ATÉ NÃO ME RECONHECER!
EU AINDA ESTOU AQUI!
EU AINDA POSSO RECOMEÇAR!
[Final Chorus — Tom elevado, vocal rasgado e backing vocals]
LOOP INFINITO!
Mas hoje eu começo a questionar!
Não sou obrigado a ser perfeito,
Não preciso me destruir pra avançar!
Se eu acerto, posso reconhecer!
Se eu erro, posso reaprender!
Não sou somente o que esperam de mim,
Ainda existe muito pra viver!
LOOP INFINITO!
Eu não preciso me abandonar!
Se o caminho inteiro parece impossível,
Dou um passo de cada vez pra continuar!
[Outro — Piano, guitarra limpa e voz emocional]
Hoje eu levanto,
Amanhã vou tentar.
Não sou feito de aço,
Também posso descansar.
Se eu me esqueci do motivo
Que me fez começar,
Talvez seja hora de ouvir minha própria voz
E encontrar outro jeito de caminhar.
Vocal sussurrado, com eco:
Não sou uma máquina...
Não sou uma máquina...
Última nota de guitarra, sustentada.
O ciclo não define quem eu sou.