O psicólogo me perguntou se eu tinha alguém ou se eu pensava em buscar alguém naquele momento. Era no sentido de ter companhia. Interessante ele sugerir que eu deveria procurar alguém pra atravessar com maior segurança aquela fase, quando, na verdade, a dificuldade de encontrar alguém compatível e confiável para uma vida a dois seria outro problema a ser tratado na terapia.
Tem um cara com quem eu as vezes saio, mas é apenas s3xo. É alguém pra quem eu d0u, ou que me c0m3; não sei ao certo como me referir a isso. Na verdade, um bom termo seria f0d3r. Tem um cara com quem eu f0do, ou um cara que me f0d3. Termo interessante; imagino que surgiu quando as pessoas, ao se embebedarem e dormirem com a roupa que usaram pra sair, percebiam ao acordar, que a roupa ficava toda amarrotada, as vezes até deformada, e entendiam que dormir de roupa nova a deixava toda f0d1da.
Penso ter a ver também com o que muitos homens acham que fazem com a gente. O cara pensa que a r0la é um arr0mb@dor de buc3t@s, daí ele diz que nos f0d3u, e às vezes a única forma com que nos f0d3 é em nos deixar na mão, sem nos fazer g0zar - enquanto você tá começando a entrar no clima pra um orgasmo, o cara levanta, coloca o p@u na sua cara e espera que você engula aquilo que ele adora que chamem de leitinho.
Eu queria um cara disposto a fazer uma massagem e um simples papai e mamãe de vez em quando, que conversasse um pouco depois do s3x0 e que dormisse comigo de conchinha, mas o cara quer fazer o cama-sutra todinho e no fim, me largar toda melada de poha, depois se virar pro lado e dormir. Isso as vezes faz eu me sentir uma puta. Chego a imaginar que o cara vai se levantar e sacar da carteira a grana do programa. Então, não, obrigada. O que eu menos preciso nesse momento é desse tipo de companhia. Já tô suficientemente f0d1da.