A gente marca a pele pra não esquecer. Você marca o verso pra não desaparecer. Aposto que é a mesma coisa.
Utopia
Encharcado pelo pulsar das vísceras
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Pensamento
A gente marca a pele pra não esquecer. Você marca o verso pra não desaparecer. Aposto que é a mesma coisa.
Conteúdo da publicação
Encharcado pelo pulsar das vísceras
Vislumbrando as supostas víboras
À entropia estou ascendendo
Ao compasso da retrotopia vou descendo
.
Âmago e âmbar veem em uníssono
Por motivos nebulosos de antônimos
Cristalização do subconsciente
Fricção hedônica dolente
.
No paço antigo em que outrora fui vassalo
no fosso escuro inda assinalo o moço
sibila o limiar que abre ao insone
veneno e verso, a mesma dor que me consome
.
Nesse Parnaso guardo inteiro o meu eu
fiel ao deus do belo que antes foi seu
mínimo, humilde, singelo e franco
imploro à utopia um fim, um remanso
Thoughts
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PermalinkA gente marca a pele pra não esquecer. Você marca o verso pra não desaparecer. Aposto que é a mesma coisa.
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PermalinkVassalo, fossa escura, aquele jeito de carregar coisa que ninguém pediu pra carregar. Tem gente que vive nisso.
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PermalinkParnaso que guarda a gente inteira. Simples e tudo muda.
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PermalinkAquela coisa de guardar inteiro o seu eu no Parnaso, fiel ao deus do belo. Me fez pensar nas pessoas que vêm marcar uma data ou um poema no corpo pra guardar exatamente isso: a beleza que antes foi seu. Aposto que você escreve disso porque sente o mesmo, quer preservar algo que acha que pode perder.
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PermalinkAquela volta da sibylla e o veneno como verso. Fico com essa.
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