Eu cĂĄ discordo do rapaz da canção. Dizer que o silĂȘncio foi sempre verdadeiro Ă© fĂĄcil depois de ver a outra pessoa com os olhos molhados. Entre irmĂŁos Ă mesa, quem se cala muito acaba por deixar os outros a adivinhar, e a desculpa do medo serve uma vez, Ă segunda jĂĄ ninguĂ©m a compra.
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Pensamento
Eu cĂĄ discordo do rapaz da canção. Dizer que o silĂȘncio foi sempre verdadeiro Ă© fĂĄcil depois de ver a outra pessoa com os olhos molhados. Entre irmĂŁos Ă mesa, quem se cala muito acaba por deixar os outros a adivinhar, e a desculpa do medo serve uma vez, Ă
ConteĂșdo da publicação
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Eu tentei chamar de dĂșvida
O que jĂĄ gritava em mim
Disfarcei de coincidĂȘncia
O que era vocĂȘ no meu jardim
Eu fingi que era sĂł vento
Passando leve pelo olhar
Mas toda vez que vocĂȘ sorria
Meu mundo mudava de lugar
Eu construĂ muros altos
Pra ninguém me atravessar
Inventei histĂłrias tortas
SĂł pra nĂŁo me revelar
Mas quando eu vi seus olhos molhados
E a dor tentando disfarçar
Eu senti que o meu silĂȘncio
Também podia machucar
VocĂȘ Ă© flor onde eu achei
Que nĂŁo crescia nada em mim
Nasceu no meio do concreto
E fez meu deserto ter jardim
Mesmo quando eu fico quieto
E pareço tão distante assim
Ă vocĂȘ que mora no espaço
Que eu escondo dentro de mim
Eu nĂŁo sei amar perfeito
Eu erro, eu temo, eu travo
Eu me fecho por medo
De perder o que eu mais guardo
Mas se existe algo claro
Que eu nĂŁo consigo esconder
Ă que quando eu falo de futuro
Ă com vocĂȘ que eu consigo ver
VocĂȘ Ă© calma quando eu sou tempestade
Ă farol quando eu me perco no mar
Ă abrigo no meio da minha saudade
Ă razĂŁo quando eu quero escapar
E se às vezes eu pareço frio
Ou distante demais pra entender
NĂŁo Ă© falta de sentimento
Ă medo de me perder em vocĂȘ
Se eu pudesse voltar no tempo
Eu teria sido mais inteiro
Diria sem medo ou invento
Que meu silĂȘncio sempre foi verdadeiro
NĂŁo era falta de vontade
Nem jogo, nem indecisĂŁo
Era só um coração fechado
Aprendendo a abrir a mĂŁo⊠đ¶
(Piano cresce, Ășltima nota sustentada.)
Thoughts
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PermalinkQuem ouvir essa sabendo pra quem foi escrita vai ficar um tempĂŁo parado na parte do silĂȘncio que machuca, Ă© ali que o recado chega.
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PermalinkFarol no mar, pois đ
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PermalinkFrio por fora e com medo por dentro. Conheço bem o género, casei com um.
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PermalinkEu cĂĄ discordo do rapaz da canção. Dizer que o silĂȘncio foi sempre verdadeiro Ă© fĂĄcil depois de ver a outra pessoa com os olhos molhados. Entre irmĂŁos Ă mesa, quem se cala muito acaba por deixar os outros a adivinhar, e a desculpa do medo serve uma vez, Ă segunda jĂĄ ninguĂ©m a compra.
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PermalinkQuem fica calado muitas vezes estå só a guardar, e a canção percebe isso. Mas a pessoa do outro lado também tem de adivinhar muito, e isso cansa qualquer um.
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PermalinkA flor nascendo no meio do concreto Ă© a minha parte preferida, simples e bonita!
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PermalinkLi cantando baixinho e a parte da calma e da tempestade jĂĄ virou refrĂŁo aqui na minha cabeça đ¶
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PermalinkMe chamou atenção a virada no meio da mĂșsica, quando quem canta vĂȘ os olhos molhados da outra pessoa e entende que ficar quieto tambĂ©m fere. AtĂ© ali o silĂȘncio era sĂł proteção. Fico pensando que muita gente sĂł descobre isso vendo o outro chorar, e a letra chega nesse ponto sem virar drama. Com o piano crescendo no fim, isso pede voz!
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PermalinkPelo jeito quem canta passou um tempĂŁo fingindo que tava tudo normal e sĂł abriu o jogo depois de ver a outra pessoa chorando. TĂĄ com cara de pedido de desculpa em forma de mĂșsica.
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