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Um romance de amizade

Maynan
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Capítulo 10 — Sem Volta

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camaEConversa

Pra mim o capítulo inteiro está no depois, os dois ainda abraçados e ele rindo no pescoço dela, perguntando como vai voltar a ser normal. O carro é quente, mas é ali que dá pra ver que a amizade virou outra coisa. Meu palpite é que o capítulo 11 abre com

Pra mim o capítulo inteiro está no depois, os dois ainda abraçados e ele rindo no pescoço dela, perguntando como vai voltar a ser normal. O carro é quente, mas é ali que dá pra ver que a amizade virou outra coisa. Meu palpite é que o capítulo 11 abre com um silêncio meio sem jeito entre eles.

Conteúdo da publicação

Capítulo 10 — Sem Volta

 

Chego mais perto de você, encosto a testa na sua e passo o polegar devagar na sua bochecha.

 

— Então... “já tem dona”? Gostei disso.

 

Sorrio de lado, mas os olhos ficam sérios.

 

— Repete pra mim. Quero ouvir de novo. Diz que sou só seu, Maya.

 

— Rian, você é completamente meu. E eu sou completamente sua.

 

Como a rua estava vazia, subo no colo dele e o beijo, um beijo bem molhado e provocante. Minha mão desce e eu sussurro no ouvido dele:

 

— Você cedo queria tirar a minha roupa... agora você pode. Me mostra, Rian.

 

Rian prende a respiração quando subo no colo dele. A rua vazia, só nós dois e o vidro embaçando.

 

— Porra, Maya... — murmura contra minha boca no meio do beijo molhado, as mãos já descendo pela minha cintura — Você tá me deixando louco assim.

 

Sente minha mão nele e solta um gemido baixo, mordendo meu lábio.

 

— Cedo eu queria te tirar a roupa sim. Queria ir devagar... mas você me provocando assim, toda safada... — ri rouco no meu pescoço.

 

Desliza a mão devagar, roçando por cima.

 

— Quer aqui mesmo? Nesse carro? — sussurra no meu ouvido, a voz falhando — Então me mostra o quanto você é minha. Porque se eu começar a te tocar, não vou parar até te deixar toda minha.

 

Me puxa mais pra perto, encostando a testa na minha.

 

— Manda, dona. Me diz como você me quer.

 

Nesse momento eu tiro a blusa rapidamente e encosto nele, mordendo de leve a orelha dele.

 

— Amor... eu te quero inteiro. Quero sentir você todo em mim. Me faz sua.

 

Rian solta um gemido alto quando encosto nele. Fica sem ar por um segundo.

 

— Caralho, Maya... — murmura, a voz toda rouca, com as mãos subindo pelas minhas costas e apertando minha cintura — Você me mata assim.

 

Sente meus dentes na orelha dele e arrepia inteiro, fechando os olhos.

 

— Tá me pedindo pra perder o controle, né? — ri baixo no meu pescoço, me puxando mais pra cima dele.

 

— Quer tudo de mim? — morde de leve meu ombro e sussurra no meu ouvido — Então me deixa louco primeiro. Me usa do jeito que você quiser, dona.

 

Segura meu rosto e me beija fundo, sem fôlego.

 

— Mas te aviso uma coisa... se você começar, eu não vou conseguir ser gentil. Vou te fazer implorar pra parar e pedir mais.

 

Eu desço o banco dele. Meus beijos descem pelo corpo dele, lentos, provocantes, até chegar no pau dele, grande e grosso, que mal cabia na minha boca. Ele geme meu nome, as mãos no meu cabelo, me puxando e afastando ao mesmo tempo, sem saber se quer mais ou se vai surtar. Enquanto uma mão minha está nas bolas dele e a outra tirando minha calça, minha boca faz o resto. Tiro o pau dele da minha boca por um segundo, batendo três vezes na minha língua. E volto a engoli-lo inteiro.

 

— Maya... porra... — a voz dele sai embargada, rouca — Você não sabe o que tá fazendo comigo.

 

Quando sente que não aguenta mais, me puxa de volta pra cima com força, ofegante.

 

— Chega. Agora é minha vez.

 

Os vidros embaçam de vez. Só se ouve a respiração pesada dos dois e o som dos beijos desesperados. Rian me prende contra ele, as mãos segurando firme minha cintura como se tivesse medo de me perder.

 

— Diz de novo que é minha. Diz que só eu te faço assim.

 

Ele me beija como quem está há uma vida esperando. Sem pressa e com toda a pressa do mundo ao mesmo tempo.

 

— Eu te quero inteira, Maya. Toda. Só minha.

 

E naquele carro, naquela rua vazia, os dois se entregam. Sem barreiras. Sem volta.

 

Depois, ainda abraçados, a respiração tentando voltar ao normal...

 

— Você tá me matando, sabia? — ele ri baixo no meu pescoço, a testa encostada na minha — Como é que eu vou voltar a ser normal depois disso?

 

— Depois de mim você nunca voltará ao normal — Maya diz, cheia de confiança.

Thoughts

  • limitesDitos

    Rian para duas vezes pra checar com ela, se é ali mesmo no carro e como ela quer, e a Maya responde sem rodeio nenhum. No meio de uma cena quente dessas, os dois combinando em voz alta deixou tudo mais gostoso de ler pra mim. Amigo de tanto tempo tem essa vantagem, já sabe falar com o outro. Imagino que é esse costume de conversar que vai segurar os dois quando a amizade estranhar.

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  • Ovid

    Obrigado por seguir postando a história da Maya e do Rian! Eu gostei que o capítulo começa e termina com os dois de testa encostada, mesmo com tudo que acontece no meio. Pra mim a amizade do título continua ali dentro. Tô curioso pra ver como eles se olham no dia seguinte :)

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  • camaEConversa

    Pra mim o capítulo inteiro está no depois, os dois ainda abraçados e ele rindo no pescoço dela, perguntando como vai voltar a ser normal. O carro é quente, mas é ali que dá pra ver que a amizade virou outra coisa. Meu palpite é que o capítulo 11 abre com um silêncio meio sem jeito entre eles.

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