Torre de cristal e moinho de vento no mesmo poema, o cara se trancou e ainda arrumou briga lá dentro 😅
UM NEFELIBATA
Pensamento
Torre de cristal e moinho de vento no mesmo poema, o cara se trancou e ainda arrumou briga lá dentro 😅
Conteúdo da publicação
UM NEFELIBATA
Se o poeta tem andado em nuvens altas,
Feliz está com todo o céu por sobre...
Vê razões que a Razão já não descobre,
No desvario audaz d’horas incautas.
Embora às voltas com culpas e faltas,
Vã-filosofava sobre o que é mais nobre.
Pois quanto vê o olhar quando se cobre
Lhe faz escrever pautas e mais pautas.
Habita a sua torre de cristal
Enclausurado como fosse um monge,
Tendo a mirada cada vez mais longe.
Simbolisticamente, vive o Ideal.
E, enquanto divagar seu pensamento,
Há-de pelear com moinhos de vento.
Belo Horizonte - 15 08 1995
Thoughts
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PermalinkTorre de cristal e moinho de vento no mesmo poema, o cara se trancou e ainda arrumou briga lá dentro 😅
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PermalinkNefelibata era o apelido que davam aos simbolistas no fim do século XIX, gente que vivia nas nuvens. Pra mim, com a torre de cristal e os moinhos do Quixote fechando, o soneto veste o apelido e ri dele ao mesmo tempo.
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