Um dia após o outro.
Hoje é segunda-feira. Estou trabalhando, como em tantos outros dias, mas com a cabeça cheia de pensamentos.
É impressionante como nossa mente funciona em uma verdadeira montanha-russa. Tem dia que a gente acorda bem, cheio de vontade. Em outros, parece que estamos carregando o mundo nas costas.
E pensar demais também cansa.
Às vezes a gente tenta entender os problemas, procura respostas, revive situações, imagina possibilidades… e no final continua sem saber exatamente o que fazer.
Quase 31 anos de vida e eu já pensei algumas vezes em desistir. Não vou romantizar: para mim, os dias difíceis muitas vezes parecem ser mais numerosos que os dias leves.
Mas uma coisa eu comecei a enxergar:
Talvez o meu dia ruim seja o sonho de alguém.
Talvez aquilo que hoje eu reclamo seja exatamente aquilo que alguém está pedindo a Deus.
Por isso, talvez o problema não seja apenas estar bem ou estar mal. Talvez seja viver no automático.
A gente precisa lembrar que existe um propósito.
Qual é o seu?
Cuidar da sua família?
Construir sua casa?
Conquistar seus bens?
Viajar?
Criar seus filhos?
Ajudar alguém?
Simplesmente ter paz?
Cada um tem o seu.
O problema é que, quando a cabeça pesa demais, a gente começa a se afastar de tudo isso. A angústia vai tomando espaço, o cansaço vai vencendo, e quando percebemos estamos apenas passando os dias.
A vida está pesada.
O tempo está passando rápido demais.
Mas enquanto estamos aqui, ainda existe alguma coisa para construir, alguém para abraçar, uma conversa para ter, um lugar para conhecer, uma história para viver.
Então, por hoje, é isso:
Um dia após o outro.
Sem precisar resolver a vida inteira hoje.
Só não podemos esquecer de viver enquanto esperamos que ela melhore.