A pena que não come, não bebe o gim e mesmo assim cansa junto com ele é a parte que mais ficou. Leio a pena como a própria vontade de criar, que aguenta as artes feias e a cantoria até o dia em que passa mal e se mostra uma criança. Morrer voando combina com ela, foi embora do único jeito que uma pena sabe ir.
Tintas
Pensamento
A pena que não come, não bebe o gim e mesmo assim cansa junto com ele é a parte que mais ficou. Leio a pena como a própria vontade de criar, que aguenta as artes feias e a cantoria até o dia em que passa mal e se mostra uma criança. Morrer voando combina
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No começo, eu me perdi na tinta azul, vermelha e no roxo. Eu tinha uma pena, sim, uma pena. Eu guardo uma pena que eu amo há três anos, ela é minha melhor amiga, não é gananciosa, não é soberba e ela não me odeia, ela é apenas uma pena.
Ela simplesmente existe, ela ama a minha arte, até as feias, e ouve a minha cantoria e eu não guardo só uma pena, eu guardo a minha amiga. As penas não têm cérebro ou coração para se expressar, porém a minha pena é diferente, tem algo diferente, ela quase fala e eu quase digo "eu te amo". Estou sozinho há 4 anos, então comecei a dar nome às minhas flores, as bonitas sempre têm o nome que começa com a letra M. No fundo, cansado das flores morrerem, até minha pena está cansada, ela não come e nem bebe o gim que eu dava para ela. Fui correr com a minha pena e ela vomitou, e eu vi que a maldita adiada da minha arte era só uma criança. No final de contas, morreu como uma pena voando e me deixou sozinho como um artista sem a tinta azul e vermelha e muito menos a roxa.
Thoughts
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PermalinkAs flores bonitas ganhando sempre nome com M não me escapam. Essa letra não tá ali à toa, tem alguém escondido nela.
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PermalinkA pena que não come, não bebe o gim e mesmo assim cansa junto com ele é a parte que mais ficou. Leio a pena como a própria vontade de criar, que aguenta as artes feias e a cantoria até o dia em que passa mal e se mostra uma criança. Morrer voando combina com ela, foi embora do único jeito que uma pena sabe ir.
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