Li isto com reconhecimento. Esse excesso com aparência de superioridade tinha nome e sobrenome, e ninguém dizia nada.
Stalking, assédio, microgerenciamento empresarial
Práticas gerenciais existem das mais diversas, todas exercidas por pessoas. E as pessoas não são produzidas em linha, não possuem marcações de lotes, ou versões Pro Max. Somos dotados, cada um, de…
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Li isto com reconhecimento. Esse excesso com aparência de superioridade tinha nome e sobrenome, e ninguém dizia nada.
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Práticas gerenciais existem das mais diversas, todas exercidas por pessoas. E as pessoas não são produzidas em linha, não possuem marcações de lotes, ou versões Pro Max. Somos dotados, cada um, de subjetividade.
E é esta marca indelével do nosso gênero que torna incompleta toda e qualquer teoria. Todas estão, e devem ser consideradas assim, sob constante revisão. E isso vale para as que tratam da gestão de empresas, e de pessoas.
A começar pelo microgerenciamento. Este termo tem ressoado como um câncer dentro das organizações, apesar de em situações extremamente pontuais e urgentes, fazer sentido. E por fazer sentido não quer dizer regra, ou saudável. Talvez uma abordagem necessária, por algum tempo.
Pois o microgerenciamento crônico vai, pouco a pouco transformando-se em uma forma discreta de assédio no trabalho. Ela representa uma atuação de controle e domínio sobre o outro, afetando seu ordenamento psíquico, inclusive. A gestão das exigências da rotina ultrapassa os protocolos necessários, sob a aparência de superioridade.
A NR1, norma regulamentadora que criou para as empresas a exigência de protocolos de gestão de riscos psicossociais, é clara quanto a necessidade de tópicos claros sobre o que é tratado como cobrança “do jogo”, e excesso; as empresas precisam, também, criar canais de denúncias para que funcionários possam ressalvar a atuação de lideranças.
Há em alguns líderes um comportamento cuja tônica é claramente perversa, e nesta rede todos nós já estamos fartos de ler e ouvir. Somente o tempo é capaz de deixar claro que se trata de uma questão de ordem de construção interna deste sujeito, estruturalmente inseguro e incapaz de aceitar ser mais um na engrenagem empresarial.
Tanto o microgerenciamento crônico quanto o assédio se aproximam muito de um fenômeno social chamado Stalking, que é um ato de perturbação psíquica, que ocorre de forma física e visual, pela perseguição constante e obsessiva, a um objeto que seguiu um outro caminho. Não saber lidar com a irrelevância é, no mundo corporativo, assediar e micro gerenciar cronicamente.
Thoughts
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PermalinkA NR1 é a parte mais útil do texto pra mim. Tira isso do campo do clima ruim e coloca num protocolo que dá pra apontar em reunião.
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PermalinkA parte da aparência de superioridade é o que sobra pra quem está embaixo. Você começa a escrever mensagem pensando em como ela vai ser lida pelo chefe, e esse trabalho de tradução ninguém mede nem paga.
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PermalinkO canal de denúncia da NR1 existe no papel desde o ano passado. Quem devia encaminhar foi o último a saber. O papel está lá, chegar até ele é outra história.
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PermalinkÉ exatamente isso.
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PermalinkLi isto com reconhecimento. Esse excesso com aparência de superioridade tinha nome e sobrenome, e ninguém dizia nada.
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PermalinkObrigado por publicar isto! Eu li duas vezes por causa do fecho, essa ideia de que não saber lidar com a própria irrelevância vira perseguição no escritório. Fiquei um tempo pensando nos chefes que conheci que apertavam mais quando a equipe andava bem sozinha. Você tem outros textos sobre gestão publicados por aqui?
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PermalinkConcedo o essencial: a microgestão crónica magoa e funciona como assédio. Onde divirjo é na origem. O líder estruturalmente inseguro existe, mas é raro. Muito mais comum é quem está a ser medido ao dia por alguém acima, e repete isso para baixo.
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