Quando algo surge e sugere o fim da longa jornada,
Criamos coragem e colocamos os pés no chão,
Na intenção de nos familiarizar com a nova morada.
Eis que uma suave brisa sopra, mas não celebra nossa chegada;
Vem as forças renovar e apontar, no horizonte além da visão,
Mostrando ainda não termos alcançado o lugar da nossa alvorada.
Quero agora, apenas por um momento,
Tirar minhas botas e sentir a maciez da verde grama,
A fim de renovar a fé de que meu sonho é portento;
Por nele acreditar, me entrego a essa busca mundo adentro,
Por ele fortalecido, me movo com coragem e gana,
Ele guia-me ao que sei ser real, que não se perde no vento.
Algo que entendi nesses anos:
Sonhos só deixam de ser reais,
Quando não mais os buscamos.
É nossa fé que faz palpável aquilo que almejamos,
Tornando em verdades os nossos ideais;
Mantenhamos, então, vivos os nossos planos.
Outra coisa aprendi nessa caminhada,
Que os sonhos que carregamos a mais,
Encontrarão também espaço quando da chegada;
E sei que só chegam ao fim da estrada,
Aqueles que não desistem jamais,
Os que nunca se desviam da jornada.