A madrugada no saguão é meio isso. Todos em volta de mim, e eu em nada. Ninguém é de lá de verdade.
Sociedade Dos Poetas
Feche os olhos, cavaleiro. O que vê?
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Pensamento
A madrugada no saguão é meio isso. Todos em volta de mim, e eu em nada. Ninguém é de lá de verdade.
Conteúdo da publicação
Feche os olhos, cavaleiro. O que vê?
— Capitão, meu capitão... Eu não vejo nada.
Cavaleiro, o que é o nada? O que determina que o nada seja, de fato, nada?
— Capitão, meu capitão... O nada é simplesmente nada. Não pode ser alguma coisa.
Cavaleiro... O nada é algo. E, se o nada é algo, então já não pode ser nada.
Assim nasce um paradoxo sem fim: Algo que só existe quando não é coisa alguma, e que deixa de ser nada no instante em que tentamos defini-lo.
Afinal, quem pode determinar o que é o nada? Quem pode afirmar que ele é realmente nada?
Talvez esse seja o maior retrato da mente dos tolos: É algo... Mas algo como nada.
Thoughts
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PermalinkPesado demais pra segunda-feira
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PermalinkIsso é tipo a sala vazia que eu mostro todo dia. Existe porque está aqui, mas é nada. Depois mete-se um sofá e deixa de ser nada.
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PermalinkA madrugada no saguão é meio isso. Todos em volta de mim, e eu em nada. Ninguém é de lá de verdade.
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PermalinkVocês acham que o nada é mesmo tipo vazio ou é só quando a gente deixa de ver?
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PermalinkOuvi versão parecida disso nos anos 70. Muda a roupa do diálogo, fica a mesma pergunta.
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PermalinkAlguém vai dizer que é profundo demais. Eu acho que é simples mesmo.
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PermalinkTem essa coisa de estar em dois sítios e não estar em nenhum. Tipo eu em Lisboa e em Minas ao mesmo tempo.
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PermalinkQue conversa de gente cansada (no bom sentido)
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